Mostrar mensagens com a etiqueta Agatha Christie. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Agatha Christie. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Matar é Fácil, de Agatha Christie

Sinopse: Luke Fitzwilliam não deu qualquer importância àquilo que, para ele, não passava de um fantasioso produto da imaginação de Miss Lavinia Pinkerton, a quem acabara de conhecer no comboio e cuja teoria a levava a dirigirse à Scoland Yard. Segundo a velhinha, as mortes que assolaram a pacata aldeia onde vivia deviam-se à acção de um assassino em série. Mas Lavinia não se ficava por aqui e acreditava conhecer a identidade da próxima vítima: Dr. Humbleby, o médico local. Algumas horas depois, Miss Pinkerton morre vítima de atropelamento. Mera Coincidência? Luke sentia-se inclinado a acreditar que sim… até que ao ler o The Times se depara com a notícia da inesperada morte do Dr. Humbleby…

A minha opinião: Um policial com o selo Christie é uma garantia de uma boa leitura e Matar é fácil não foi exceção. Apesar de não contar com a intervenção das habituais personagens - Poirot ou Miss Marple - nem de Luke ser propriamente um detective excepcional, o enredo e personagens eram apelativos e o interesse por descobrir o assassino por detrás de tantas mortes não cessa até à sua descoberta, como aliás já é habitual.

Neste livro, Luke é abordado numa viagem de comboio por Lavinia Pinkerton, que lhe dá a conhecer o elevado número de mortes que está a ocorrer na sua aldeia. Após o seu atropelamento, Luke decide ir para a referida aldeia, a fim de descobrir se a história da velhinha teria um fundo de verdade ou se seria apenas fruto da sua imaginação. Rapidamente se apercebe que os "acidentes" que causaram estas mortes tratavam-se, na realidade, de assassinatos e inicia assim a sua investigação. 

O ambiente pacato da aldeia aliado à inexperiência de Luke como detective (a minha lista de suspeitos e motivos era bastante semelhante à sua) tornam a leitura bastante interessante, levando-nos a crer que a descoberta da identidade do assassino estará ao nosso alcance. Porém, trata-se de Agatha Christie e os pormenores a que não demos atenção são aqueles que, no final, nos fazem ver que o assassino é inequivocamente o que ela aponta e não as nossas (várias) hipóteses.

Mas o mais divertido foi o facto de que Matar é Fácil mostra que, se pensamos que é difícil matar, desenganemo-nos. Tal como Lavinia afirma na viagem de comboio, "Matar é muito fácil... desde que as suspeitas não recaiam sobre nós. E sabe, a pessoa em questão é precisamente a última de quem alguém suspeitaria!"

Agatha Christie é, portanto, uma autora recomendadíssima.

Classificação: 8/10 - Muito Bom

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

O Enigma das Cartas Anónimas, de Agatha Christie

Sinopse: Após um acidente grave, Jerry Burton escolhe a aldeia de Lymstock para convalescer sob os cuidados da irmã, Joanna. Mas a tranquilidade da aldeia vai ser abalada por uma sucessão de cartas anónimas. Afinal, em Lymstock a calma é apenas aparente – a povoação está cheia de intrigas e mistérios – e o caso das cartas, inicialmente pouco perturbador, acaba por assumir contornos de tragédia quando uma das destinatárias aparentemente se suicida. E enquanto o caos, o pânico e a desconfiança se instalam, surge a dúvida: estarão os habitantes a ser vítimas de um psicopata ou de si próprios, dos seus segredos, erros e pequenas infâmias, cuidadosamente guardados ao longo dos anos? A ajuda chegará de onde menos se espera: de uma velha senhora, de visita à aldeia e hospedada em caso do vigário. Nem mais nem menos que Miss Jane Marple.

A minha opinião: O Enigma das Cartas Anónimas de Agatha Christie conta com os ingredientes já habituais da Duquesa da Morte. Mr Burton, para um período de coalescência, decide ir paro o campo com a sua irmã, de modo a ter um período de paz e sossego, como ele próprio afirma. Porém, obviamente, o que o espera não é paz nem sossego. Pouco tempo depois de conhecer a vila, ele e outros habitantes começam a receber cartas anónimas com assuntos obscenos sobre os destinatários, que não correspondiam à verdade e, inclusivamente, levaram ao suicídio de uma mulher.
Rapidamente Mr Burton interessa-se por descobrir a identidade do remetente das cartas e , para tal, ajuda a polícia. Porém , pouco se descobre até Miss Marple entrar em cena e dar a sua graça.
Apesar de não ser um dos melhores de Agatha Christie, é um livro viciante e que, estranhamente, não conta com uma grande intervenção de Miss Marple, pois é muito concentrado em conhecer a aldeia sob o prisma de Mr Burton. 
Pela história engraçada, personagens curiosas e, claro, um desfecho com o qual não contava, este livro revelou-se uma boa leitura. Até agora, Christie é uma aposta segura.

 Classificação: 7/10

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Crime no Campo de Golfe, de Agatha Christie

Sinopse: Um urgente pedido de ajuda leva Poirot a França. Infelizmente, o detective não chega a tempo de salvar o seu cliente, cujo corpo é encontrado numa sepultura aberta num campo de golfe. Mas porque é que o morto enverga o sobretudo do filho? E a quem se destinava a apaixonada carta de amor descoberta no seu bolso? Antes que Poirot consiga responder a essas perguntas, o caso sofre uma reviravolta com a descoberta de uma segunda vítima.

A Minha opinião: Mais um ponto para a Duquesa da Morte. É impressionante como Agatha Christie continua sem desiludir. Apesar de começar a estabelecer alguns paralelismos entre os seus livros, reconhecendo algumas semelhanças entre os mesmos (algo da fórmula Christie?), o interesse manteve-se e a capacidade de me surpreender continua.

Como pontos fortes deste policial em específico, aponto o facto de, à semelhança de Crime no Expresso do Oriente, este também ter um crime antigo por detrás de todo o trama, crime esse fulcral para a resolução do mistério. Além disso, gostei do facto de haver outro detective envolvido no caso, um detective mais convencional que, claro está, não usa tão bem as celulazinhas cinzentas como Poirot. De resto, o habitual da autora: personagens singulares, uma capacidade de envolver o leitor no ambiente da história e de o manter preso à mesma de vido a umas reviravoltas inesperadas.

Na minha opinião, o livro só peca na escolha do narrador. Achei que a personagem estava ok. Nem gostei nem desgostei, mas depois da enfermeira que narrava o Crime na Mesopotâmia, este narrador soube-me a pouco, porque era um pouco normal demais. Ainda assim, fazia o nosso papel na história, de pessoa que pouco percebe ou não da resolução de um crime, e que se deixa levar facilmente pelas emoções.

Não gostei tanto como Crime no Expresso do Oriente ou O Assassinato de Roger Ackroyd, mas, na minha opinião, é um óptimo mistério na mesma e gostei bastante de o ler.

Classificação: 8/10 (Muito bom)

domingo, 15 de agosto de 2010

Crime na Mesopotâmia, de Agatha Christie

Sinopse: Amy Leatheran é uma jovem enfermeira encarregada de acompanhar o casal Kelsey na sua viagem para Bagdadde. Finda a tarefa para a qual fora contratada, Amy prepara o seu regresso a Londres quando é inesperadamente contratada pelo Dr. Leidner, um arqueólogo de renome, para dar assistencia à mulher, Louise. De facto, Louise é uma pessoa extremamente nervosa e sofre de súbitos e incontroláveis ataques de pânico. No cenário longínquo de uma escavação arqueológica nas margens do rio Tigre, Amy conquista o afecto e a confiança de Louise, que lhe faz confidênciass sobre o seu passado e chama a atenção para os estranhos acontecimentos que ocorrem no acampamento e cuja origem é unanimemente atribuída aos seus próprios problemas nervosos. Mas depressa se torna óbvio que as suas suspeitas estavam correctas. E quando a tensão atinge o seu auge eis que surge o inigualável Hercule Poirot, numa oportuna viagem pela Mesopotâmia. Por entre um labirinto de segredos e mentiras, Poirot parece, desta vez, ter chegado tarde de mais.

A Minha Opinião: Enfim, Agatha Christie é Agatha Christie. É incrível a sua capacidade de nos surpreender mesmo que durante todo o livro estivessemos a fazer o papel de detectives.

O crime, desta vez, é cometido numa expedição arqueológica. Desde cedo gostei do cenário escolhido por Agatha Christie, assim como da voz da narradora, a enfermeira Amy Leatheran.

As personagens, como habitual, eram muito interessantes, especialmente Mrs. Leidner e atmosfera criada era incrivelmente arrepiante (okay, eu sou suspeita, gosto de ler estes livros numa altura um pouco tardia, portanto à partida tudo seria arrepiante, mas eu achei que sim).


Penso que, a nível de mistério, este foi igualmente espantoso ao do Crime no Expresso do Oriente e o desfecho igualmente surpreendente.


Duzentas páginas recheadas de mistério, cenário e personagens magníficos, bem ao estilo de Agatha Christie, impossíveis de largar até à junção de todas as peças do puzzle.

Classificação: 8/10 - Muito Bom

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Um Crime no Expresso do Oriente, de Agatha Christie

Sinopse: Pouco depois das doze batidas da maia-noite, um nevão obriga o Expresso do Oriente a parar. Para aquela época do ano, o luxuoso comboio estava surpreendentemente cheio de passageiros. Só que pela manhã havia, vivo, um passageiro a menos. Um homem de negócios americano jazia no seu compartimento, apunhalado até à morte. Poirot aceita o caso, aparentemente fácil, que acaba por se revelar um dos mais surpreendentes da sua carreira. É que existem pistas (muitas!), existem suspeitos (muitos!), sendo que todos eles estão circunscritos ao universo dos passageiros da carruagem. Para ajudar às investigações, o morto é reconhecido como sendo o autor de um dos crimes mais hediondos do século. Com a tensão a aumentar perigosamente, Poirot acaba por esclarecer o caso... de uma maneira a todos os títulos surpreendente!

A minha opinião: Um Crime no Expresso do Oriente é uma das obras mais conhecidas da Duquesa da Morte. Tem algumas semelhanças com Morte no Nilo, visto que, apesar do assassinato ocorrer num comboio, os suspeitos também são os passageiros do mesmo.

Não conhecia a história, mas sabendo que, nos policiais dela, nem tudo é o que parece, tentei fazer o trabalho de detective e dediquei-me a encontrar a solução. Ainda que a tenha encontrado parcialmente, foi uma leitura, como habitual, dinâmica e surpreendente, deixando o leitor intrigado e envolvido nos acontecimentos.

Gostei bastante do facto dela se ter inspirado num caso verídico da época e fazer um enredo tão característico e com personagens tão diferentes. É sem dúvida um policial com uma história muitíssimo interessante do início até ao final. Um excelente livro de Agatha Christie.

Classificação: 8/10 - Muito Bom

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

O Assassinato de Roger Ackroyd, Agatha Christie

Sinopse: Roger Ackroyd sabia de mais. Sabia que a mulher que amava envenenara o primeiro marido, um homem extremamente violento, e suspeitava que ela era vitima de chantagem. Agora, que as trágicas noticias sobre a sua morte apontavam para um suicídio por overdose, eram muitas as perguntas que pareciam não ter resposta.
Mas quando pensava estar perante as primeiras pistas do caso, Ackroyd ver-se-ia envolvido num homicidio brutal: o seu!
O Dr. Sheppard, médico da aldeia, fala então com o vizinho, um detective reformado que escolhera o campo para passar tranquilamente os seus últimos anos de vida. A escolha não podia ser mais acertada pois o pacato vizinho era nem mais nem menos que o belga Hercule Poirot...

A Minha Opinião: Aqui está o meu primeiro livro lido em 2010 (como prometido, querida Jacqueline)!

Devo dizer-vos que fiquei verdadeiramente surpreendida, pela positiva, com este livro.
Já tinha ouvido falar muito bem da escritora, por isso esperava algo bom, mas nada comparado com aquilo com que me deparei.


A história é nos relatada pelo médico da aldeia, Dr. Sheppard, ou James como lhe chama a irmã Caroline.
James e Caroline vivem numa pequena aldeia onde se sabem todos os segredos de quem lá vive, e, em parte, isso deve-se a Caroline e o seu grupo de amigas. Caroline fica em casa durante a maior parte dos dias, e de alguma maneira fica a saber de todos os boatos que correm. Quando sai de casa não é para recolher informações, mas sim para as espalhar.


A história começa quando Mrs. Ferrars morre na noite de 16 para 17 de Setembro. Dr. Sheppard é chamado a casa da senhora, mas infelizmente já não há nada que ele possa fazer.
O marido de Mrs. Ferrars morre envenenado, e pela aldeia correm os rumores de que quem o matou foi ela, mas não passavam disso, rumores. Dizia-se também que Mr. Ackroyd (viúvo e com um enteado, Ralph) e Mrs. Ferrars tinham um romance, e que, no fim do luto, Mrs. Ferrars tornar-se-ia Mrs. Roger Ackroyd.
Pouco tempo depois o enteado de Mr. Ackroyd volta à aldeia, e Roger confidencia com James, pois considera-o um amigo e o único em que pode confiar naquela aldeia, que anda um pouco perturbado e convida-o para jantar em sua casa para assim puderem conversar à vontade.
Durante a conversa entre os dois no escritório Mr. Ackroyd fala abertamente com o médico e mostra-lhe uma carta deixada por Mrs. Ferrars antes de morrer. A falecida conta que matou o marido, e entre outras coisas, que anda a ser chantageada pela única pessoa que sabe a verdade.
Roger Ackroyd não lê quem é a pessoa, pois prefere fazê-lo em privado sem James ali.
Quando chega a casa, James recebe um telefonema de um homem que lhe diz que Roger foi assassinado. James volta a casa do velho Ackroyd para verificar o telefonema e encontra o corpo do amigo, ainda sentado na poltrona visivelmente morto.
Para além da polícia quem investiga o caso é o novo vizinho do médico, Mr. Poirot, um detective com uma personalidade muito peculiar. A história gira em volta das suspeitas do detective. Todos os que vivem na casa de Mr. Roger Ackroyd acabam suspeitos, mas há alguém de quem Poirot suspeita mas não faz ninguém saber. No fim do livro, ao descobrirmos quem é o assassino vêmos o crime de uma prespectiva completamente diferente.


Agatha Christie escreve um policial com muita inteligência, conseguindo alibis e suspeitas crediveis para todos os suspeitos, fazendo-nos acreditar em cada incriminação, dado a que certa altura acabamos por suspeitar de toda a gente.


Realmente um grande livro, do qual gostei bastante. Fico ansiosa por ler o próximo ;)

Classificação: 8/10 - Muito Bom

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Morte No Nilo, Agatha Christie

Sinopse: A tranquilidade de um cruzeiro ao longo do Nilo é ensombrada pela descoberta do cadáver de Linnet Ridgeway. Ela era jovem e bela; e tinha tudo… até perder a vida! Hercule Poirot apercebe-se de que, a bordo do navio, todos os passageiros são possíveis assassinos: pelas mais diversas razões, todos tinham algo a apontar a Linnet. Mas quem terá sido levado ao acto extremo de a alvejar? Ainda que tudo aponte para a mesma pessoa, o detective cedo descobre que naquele cenário exótico nada é exactamente o que parece.

A Minha Opinião: Este é o terceiro livro que leio dela e não é por acaso que a chamam e bem a Rainha do Crime.

Este livro, que li no decorrer da leitura conjunta do fórum Estante dos Livros, tem várias particularidades muito interessantes. Uma é o facto de o assassinato só decorrer no meio do livro, o que nos dá a possibilidade de conhecermos as personagens antes de serem suspeitas e também ver o que as levou a fazer a viagem pelo Nilo... Um aspecto que eu gostei e bastante. Outra é o facto de ter muitas personagens completamente distintas, vindas de imensos sítios, o que também enriquece o livro. Foi diferente dos dois livros que li, mas mesmo assim foi muito agradável ver outro estilo de história nos policiais dela, pois este destaca-se a nível de enredo e não só a nível da investigação.

O final, foi para mim, inesperado, embora não tenha sido para outros membros do fórum :P

Mais uma vez, foi uma experiência muito agradável fazer a leitura conjunta, além de ler os policias desta escritora magnífica.


Classificação : 8/10

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

O Assassinato de Roger Ackroyd, de Agatha Christie

Sinopse: Roger Ackroyd sabia de mais. Sabia que a mulher que amava envenenera o primeiro marido, um homem extremamente violento, e suspeitava que ela era vítima de chantagem. Agora, que as trágicas notícias sobre a sua morte apontavam para um suícidio por overdose, eram muitas as perguntas que pareciam não ter resposta. Mas quando pensava estar perante as primeiras pistas sobre o caso, Ackroyd ver-se-ía envolvido num homicídio brutal: o seu! O Dr. Sheppard, médico da aldeia, fala então com o vizinho, um detective reformado que escolhera o campo para passar tranquilamente os seus últimos anos de vida. A escolha não podia ser mais acertada pois o pacato vizinho era nem mais nem menos que o belga Hercule Poirot...

A minha opinião: Acabei de lê-lo e ainda estou de boca aberta. Agatha Christie é de facto uma escritora excepcional. Tinha uma capacidade enorme de contar policiais, pois através de um fio condutor coerente e constante que nos prende desde o início, temos um final totalmente inesperado e surpreendente.

Neste livro somos confrontados também com um clássico dos mistérios. Um velho muito rico que morre no escritório, e cujo testamento aponta para vários culpados. Até aqui, nada de especial, mas à medida que a história se desenrola este livro é tudo menos banal.

Para já, uma ideia muito interessante é que a história é contada na primeira pessoa, não pelo detective, mas por uma pessoa completamente normal, o médico. Esta perspectiva é muito interessante, pois permite ao leitor assumir claramente a pele de um expectador, que tendo acesso à informação na íntegra, não consegue desvendar o mistério (ou melhor, eu pelo menos não :)

Foi, sem qualquer dúvida, um grande prazer voltar aos policiais de Agatha Christie. É uma autora mais que recomendada.


Classificação: 8/10

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Um corpo na biblioteca, de Agatha Christie

Sinopse: Ela era jovem, loura e usava demasiada maquilhagem. O coronel Bntry e a mulher, Dolly, nunca a tinham visto antes... de a encontrarem morta no tapete da biblioteca! Quem é ela? Como é que foi ali parar? E qual é a sua relação com a outra jovem assassinada, cujo cadáver será posteriormente descoberto num carro incendiado? O respeitável casal Bantry convida a pessoa mais eficiente que conhece no que a mistérios diz respeito: Miss Jane Marple. E quando o enigma se adensa e a investigação aponta para vários suspeitos possíveis, a astuta solteirona faz jus à sua fama de implacável bisbilhoteira.

A minha opinião: Eu já há muito tempo que queria ler um livro da autoria da maior escritora policial do século XX, a famosa Agatha Christie. Para já, por três razões. A primeira porque apesar de gostar de ler policiais, é um género que leio bastante pouco. A segunda porque já me tinham aconselhado muitos dos meus colegas os policiais dela. And last but not least, a minha mãe adorava e tinha montes de livros de quando era pequena.

Portanto, este livro foi a estreia nos livros dela. Para já queria explicar por que razão eu não comecei com Poirot, o que provavelmente teria muito mais lógica. Li as duas descrições e, sinceramente, achei que A Miss Marple era extremamente original, diferente e nada convencional, ideia que permaneceu até ao final. E mais, o engraçado é que ela descobre as coisas comparando com casos na sua aldeia (um aspecto muito interessante), encaixando cada atitude/personagem num determinado padrão (é aqui que todas as coscuvilhices lhe servem de alguma coisa)...

Sobre este volume em especial, confesso que foi uma história que, partindo de uma ideia já conhecida, os corpos na biblioteca,Agatha Christie escreveu uma história muito interessante, distinta que desencadeia um final totalmente lógico, mas inesperado. Isto porque imaginação não falta, quer na história de cada personagem, quer no desenrolar na história, que através de pistas subtis nos levam a determinar tal culpado, quando (e de uma forma muito lógica) esse é completamente inocente...

Em resumo, e porque escrever uma opinião no blog sobre policiais é muito mais difícil do que escrever doutro género, tenho apenas a dizer que é uma experiência a repetir e não se admirem se virem mais uns quantos livros dela por estes tempos, já a começar com Morte no Nilo, da leitura conjunta ;)

Classificação: 7/10

sábado, 22 de agosto de 2009

Leitura Conjunta - Morte no Nilo

À semelhança do que aconteceu com Drácula, devo também participar na próxima Leitura conjunta do Fórum Estante dos Livros. A escolha para a 5ª leitura conjunta foi Morte no Nilo, de Agatha Christie.

Estas experiências são muito enriquecedoras. Além de podermos trocar impressões com outras pessoas sobre o livro que estamos a ler (em que ainda temos tudo fresco), também permite-nos ter uma opinião mais clara sobre o livro que estamos a ler.

É a segunda em que vou participar e aconselho a todos! Para o fazerem, visitem o fórum e inscrevam-se!