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quarta-feira, 5 de agosto de 2015

E as Montanhas Ecoaram, de Khaled Hosseini

Sinopse: 1952. Em Shadbagh, uma pequena aldeia no Afeganistão, Saboor é um pai que um dia se vê obrigado a tomar uma das decisões mais difíceis da sua vida: vender a filha mais nova, Pari, a um casal abastado em Cabul e assim poder continuar a sustentar a restante família. A separação é particularmente devastadora para Abdullah, o irmão mais velho que cuidou de Pari desde a morte da mãe de ambos. Nenhum dos dois imaginava que aquela viagem até à capital iria instalar um vazio nas suas vidas que seria capaz de atravessar décadas e quilómetros e condicionar os seus destinos...

Neste seu terceiro romance, E as Montanhas Ecoaram, Khaled Hosseini traz-nos uma belíssima e comovente saga familiar que reflete sobre como os laços que nos unem sobrevivem aos obstáculos que a vida nos impõe.

A minha opinião: Depois de Mil sóis resplandescentes, Khaled Hosseini estava na minha lista de autores a revisitar. Sendo afegão, mas vivendo nos EUA, o autor consegue estabelecer a ponte perfeita entre oriente e ocidente para um leitor que pouco conhece da realidade afegã.

Em E as Montanhas Ecoaram, o leitor acompanha 3 gerações de uma família pobre proveniente de uma pequena aldeia no Afeganistão, sofrendo assim com a separação forçada dos dois irmãos Abdullah e Pari e esperando pelo seu reencontro. Mas o livro é muito mais do que isto. Por muito que nos queiramos centrar apenas nos irmãos, cada capítulo foca-se numa personagem com que contactámos de forma breve anteriomente, sendo os trilhos entrecruzados a forma que o leitor tem de acompanhar os rumos que as vidas das personagens que lhe são queridas tomaram. 

No fundo, um pouco como a própria vida: algumas das muitas pontas soltas das histórias daqueles com que nos cruzámos, aqui ou ali, mais cedo ou mais tarde, e muitas vezes de forma inesperada, são por nós descobertas.

Lendo em cada capítulo vidas que se entrelaçam, conhecemos diferentes personagens: a maioria vivendo no Afeganistão, mas também alguns que decidem ir para lá em missões de ajuda humanitária ou, pelo contrário, decidem deixar o Afeganistão para trás em busca de uma vida melhor, mas com as suas raízes gravadas no coração. Este é um aspecto belíssimo do livro, a oportunidade dada ao leitor de contactar com personagens com vivências tão distintas, sendo inevitável não parar para pensar nas pessoas reais que eles representam.

Porque, a meu ver, o livro não pretende ser um retrato histórico/político do Afeganistão nos 60 anos que contempla, mas sim das pessoas que são separadas daqueles que amam, dos emigrantes que se sentem deslocados ou das pessoas que reencontram o que há muito julgavam perdido.

E o final, que posso dizer? Dolorosamente belo.

Recomendo.

Classificação: 8/10 - Muito bom

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Todos - caminhada de culturas [Aromas e Especiarias do Oriente]

Caros leitores, 

se procuram um progama diferente, em Lisboa, nos dias 12, 13, 14 e 15 de setembro, convido-vos a experimentar o festival Todos, que se realiza na zona de S. Bento/Poço dos Negros. Esta será a 5ªedição do festival TODOS, que se realizava no Intendente, sendo que este ano se associou às "Noites de São Bento", decorrendo em paralelo.

São 4 dias recheados de música, dança, teatro e cinema, assim como visitas guiadas a museus e ruas, conversas sobre o transcendente ou a língua persa, entre outros, grande parte de entrada livre. Para (re)descobrir um bairro característico de Lisboa e a sua multiculturalidade, das 10 h até às 24h, atividades não faltam.

O aroma da arte, nas ruas de Lisboa.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Dias da Música, em Belém 2010


Queridíssimos Leitores

É com o maior dos prazeres que inicio tão brilhantemente e alegremente as " Novas Receitas ".
Com este início tão arrojado e modesto, apresento-vos, o que para mim significa a mais esplendorosa de todas as notícias já alguma vez anunciadas.

AS PAIXÕES DA ALMA

Em 1649, ano em que parte para Estocolmo a convite da rainha Cristina da Suécia, René Descartes (1596-1650) publica o Tratado das Paixões, correntemente conhecido como As Paixões da Alma.
Inspirado neste grandioso Tratado, o CCB (Centro Cultural de Belém) tem o prazer de convidar todos aqueles que cultivam uma pequena ou enorme paixão por música clássica, a assistirem a cerca de 72 concertos a preços óptimos e acessíveis.
O CCB vai acolher centenas de músicos de proveniências, gerações e afinidades diferentes nas sete salas de concerto que funcionam em simultâneo. Vai acolher miúdos, graúdos e famílias inteiras que vão "pôr as mãos na massa" na Fábrica das Artes.

São três dias (23, 24 e 25 de Abril) inteiramente divertidos, culturais e inspiradores!
Encham as vossas almas de Paixão e Alegria com estes dias de música soberba que o CCB tem o maior prazer de oferecer!

Para mais informações e esclarecimentos, cliquem aqui!


Excelentes Leituras!