sexta-feira, 12 de março de 2010

Por quem os sinos dobram, Ernest Hemingway

Sinopse: Neste livro de Hemingway, por muitos considerado a mais monumental, complexa e profundamente humana das suas obras, o leitor encontra não só um documentário imparcial de uma luta trágica que marcou um dos momentos de consciência do nosso tempo, mas, acima de tudo, quanto a Hemingway ao longo da sua obra tem sido mais caro: a piedade, o heroísmo, o amor das responsabilidades livremente assumidas e a sua paixão pela Espanha, de que tem sido um dos mais atentos intérpretes estrangeiros. Na sua linguagem simples e nua, não há situação difícil, sentimento delicado, assomo de coragem, caracterização típica, que não atinjam uma riqueza e uma compreensão humana das mais belas da literatura contemporânea. Moralista no mais alto sentido da palavra, artista consumado, repórter das mais subtis ou das mais violentas reacções humanas, Hemingway aqui patenteia essas qualidades que lhe mereceram a mais elevada consagração da literatura: o prémio Nobel.

A minha opinião: Já queria ler este livro há bastante tempo. No entanto, só arranjei a oportunidade quando me encontrei a pesquisar sobre a Guerra Civil Espanhola e lembrei-me que esta poderia ser uma boa leitura nessa semana.

Se por um lado, posso dizer que gostei do relato da guerra (afinal, sendo Hemingway um jornalista, isto devia ser fácil para ele), por outro, a escrita, seca, não me agarrou nada, ainda que este não fosse de todo um livro de leitura compulsiva.

Para o propósito, ler este livro revelou-se bastante bom, aprendi imensas coisas sobre esta época, gostei bastante das personagens e houve vários aspectos focados que achei muito interessantes. Ainda assim, senti que faltava alguma coisa na história, o que fez com que não pudesse desfrutar completamente deste clássico.

Por quem os sinos dobram, é sem dúvida um bom relato a ler, mas no que me diz respeito, desiludiu-me um pouco no resto.

Classificação: 7/10 - Bom

6 comentários:

Ana C. Nunes disse...

Nunca li nada do autor (embora já tenha ouvido falar muito dele), e por acaso não conhecia esta obra.
É uma pena que a escrita não tenha cativado e conseguido acompanhar a história, que pelos vistos não era muito má (tendo em conta a classificação).

N. Martins disse...

Senti o mesmo que tu quando li esse livro. Tenho pena mas o Hemingway não me cativa mesmo. Suspeitei quando tive de ler o Velho e o Mar para a escola e fui confirmando com outros livros que li dele... Mas tenho pena, porque alguma coisa me deve estar a escapar... :)

Jacqueline' disse...

Ana, não podia dizer mais. Realmente tenho pena de que não tenha gostado da escrita.

N. Martins, fiquei também com essa ideia. Foram imensas as pessoas que me aconselharam este livro, estava mesmo à espera de gostar mais.

Ana disse...

Olá!

Já tentei ler este livro e não conseguiu. A forma como está escrito não me cativou.

Recentemente adquiri um livro escrito por um amigo do Hemingway, sobre a vida deste último...li as páginas iniciais e gostei!!!

Bom fim de semana!

Bjs!!!

Filipa disse...

Olá! Tenho o mesmo problema..A escrita não me agrada minimamente. Sim, é um facto que Hemingway por ter sido jornalista tinha uma linguagem muito imparcial, um relato muito seco...No entanto, sinto que é uma obra extremamente partidária - Hemingway do lado dos "vermelhos", os comunistas -, as boas descrições são forçadas e pouco naturais...Não compreendo como uma obra destas ganhou o prémio nobel da literatura. Seria a época talvez...

Rodrigo M. Freire disse...

Bom encontrar comentários tão afins assim. Sinto-me menos "louco" em destoar da predominante opinião quanto à obra de Hemingway. Não há outra palavra, que foge da delicadeza, mas DETESTEI "O velho e o mar", livro que escolhi para conhecer Hemingway. Porque, pesquisando antes de adquirir, observei que era uma novela consagrada, apontada como sua obra prima! Achei demasiadamente infantil os diálogos, nada atraentes, até senti um constrangimento. E temo até então ler qualquer coisa deste autor, pois ainda tem esta: talvez este olhar negativo que ele me despertou afete novas leituras. Agora, uma amiga que considero me fala bem desta obra "(Por quem os sinos dobram). Pensei em me dar uma nova chance com Hemingway, mas não estou nem um pouco interessado em pagar por isto, pois afinal de contas, há tantos outros a conhecer, mesmo a ler pela primeira vez. De toda forma, valeu este post e seus comentários.