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sábado, 14 de novembro de 2009

Carrie, de Stephen King

Sinopse: Não é que fosse diferente das outras. Um pouco estranha, sim. E antipática. Talvez por isso, era objecto da chacota e do riso de toda a turma. Ou talvez a sua antipatia fosse antes o resultado de se ver sempre constituída em alvo da troça de todas. Mas, quanto ao resto, não. Carrie era uma moça normal. Como todas as outras. E mais como todas as outras seria, se não fosse aquela incrível mulher que era a sua mãe. Mas isso não explica tudo. Sobretudo, não explica que naquela noite, a noite do baile, uma cidade inteira tenha sido arrasada por Carrie, sem que ela precisasse de mexer sequer um dedo.

A Minha Opinião: Esta foi a minha estreia no género terror/paranormal e devo a dizer que gostei bastante! Principalmente, porque não estava à espera de gostar deste género :)

Mas vamos por partes. Carrie é uma rapariga de dezassete anos aparentemente normal, no entanto com uma mãe fanático-religiosa. Como se isso não bastasse, Carrie é uma rapariga telecinética, ou seja, consegue mexer os objectos através da mente. Ok. Isso é estranho, um pouco assustador. Agora imaginem que uma pessoa com um poder desses fosse desprezada por tudo e por todos e fosse constantemente alvo de partidas, que por sua vez, poderiam levar à "activação" desse poder. Como, por exemplo, uma partida no baile de finalistas. Isso é realmente sinistro e dá sem dúvida uma história fenomenal!

É esta a narrativa que Stephen King nos apresenta. Uma história que poderia não ter graça nenhuma, mas que no entanto, através da sua maneira de contá-la, a torna simplesmente fantástica. Este foi um aspecto que adorei neste livro: a escrita de Stephen King. Se na verdade, não tenho termos de comparação no género, posso dizer que a escrita dele é absorvente, paralisa o leitor e este dificilmente quererá largar o livro, uma coisa que é fundamental, penso eu, num livro de terror. Além disso, o autor consegue caracterizar muito bem as personagens, principalmente indirectamente, um pormenor que é bastante interessante. Por fim, outra coisa a apontar é a utilização de diferentes tipos de texto durante o livro ( a narrativa propriamente dita, excertos de livros, entrevistas etc.), o que fez com que a leitura fosse dinâmica e que tivesse pontos de vista distintos de um acontecimento, o que levou a um produto final genial.

Depois de Carrie, Stephen King é um autor que vou ler brevemente.

Classificação: 8/10 - Muito Bom

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Drácula, de Bram Stoker

Sinopse: Drácula, o sinistro conde da Transilvânia, só pode ser morto por uma estaca espetada em pleno coração. Até que alguém consiga fazê-lo, porém, continuará a alimentar-se do sangue de inocentes, e estes, tornados mortos-vivos,passarão também a sofrer da insaciável sede do sangue. Mas como se conseguirá preparar uma armadilha a um monstro com vastos poderes e com a sabedoria dos séculos?

Opinião: Depois de uma sinopse como esta, com opiniões de que este era um grande livro, com conselhos para que o lesse à noite porque era assustador, confesso que tinha altas expectativas sobre este clássico. Infelizmente, talvez fossem demasiado altas... Como li este livro numa Leitura Conjunta, muitos pormenores que me teriam escapado, foram referidos, o que me leva a ter uma opinião um pouco mais crítica que a maioria das que tenho.

No meu ponto de vista, o início é verdadeiramente fantástico e assustador. Começa com Harker no castelo do conde Drácula e é aí que conhecemos um pouco sobre o conde e começamos a ver algumas das superstições relativas ao mesmo. Todos os episódios que lhe acontecem no castelo foram intrigantes e sinistros, também porque a acção é contada em diário, o que consoante a perspectiva da personagem, pode omitir ou evidenciar alguns factos. Aliás este aspecto é, para mim, um ponto forte deste livro. Quando deixamos o diário de Harker, partimos para conhecer as outras personagens e que mais tarde serão (ou não) suas vítimas...

Achei que o Drácula iria aparecer mais do que aparece, pois o que sabemos dele é por intermédio de outras personagens, e na maioria da história, apesar de ser falado, ele não faz parte da acção . Além disso, o livro não se revelou para mim como um livro de terror, pois só no início isso aconteceu. Desiludiu-me nesse aspecto... Quanto ao que era relativo aos vampiros e aos mortos-vivos, achei muito imaginativo, e foi para mim, um dos pontos mais interessantes. No entanto, a última parte do livro foi demorada e o final podia ter sido mais elaborado, soube-me a pouco... Quanto à obra no total, houve algumas pontas soltas que podiam ter sido mais exploradas.

No geral, gostei de ler a obra, pois tendo em conta a época em que foi escrita, como havia muito pouco sobre os vampiros, é uma obra repleta de imaginação, daí ser um ponto de partida para os vampiros actuais. Foi uma leitura diferente, mas interessante
.