Mostrar mensagens com a etiqueta Jacqueline Susann. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Jacqueline Susann. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Dolores, de Jacqueline Susann

Sinopse: Era a mulher mais bela do mundo. Por amor ou por dinheiro, ela faria tudo. Fosse o que fosse. Primeira dama dos Estados Unidos! Era a mulher do Presidente e a mulher mais bela do mundo! A bala traiçoeira que assassinou o marido e a atirou para a viuvez, de um golpe tudo lhe roubou. Vestida de negro, arrastou por anos o fardo da sua tragédia e o peso do mito em que se transformara: a América fizera dela a sua princesa! Mas a solidão oprimia-a, e quando, por dinheiro, o homem que a amava a preteriu por amor da riqueza, ela não hesitou: aceitou a proposta de Erick, o grosseiro barão que lhe punha nas mãos uma das maiores fortunas do mundo. Libertara-se do mito, mas só depois viria a verificar que não vencera a solidão. Num romance tão vivo e conseguido como todos os que assinou, desde "O Vale das Bonecas" até "Uma Vez não Basta", Jacqueline Susann relata, com mão de mestre, uma história onde parecem reviver personagens e acontecimentos de que todos estão lembrados.

A minha opinião: Depois de ter lido da autora O Vale das Bonecas (reeditado pela Contraponto há pouco tempo) e ter simplesmente adorado, será difícil ler outro livro dela de que goste tanto.


A verdade é que se eu estivesse viva na altura em que estes romances foram publicados não gostaria deles, pois consideraria as histórias um pouco mundanas de mais, como considero agora muitos romances que por aí se escrevem. No entanto, passados agora 40 anos da sua publicação, as histórias tendo lugar nos anos 60 / 70, é essa mesma mundanalidade que me atrai, pois subitamente já não estou no século XXI, mas sim na América dos anos 60. Parece que, de repente, estou dentro de um filme dessa época.


Em Dolores, é-nos retratada a vida de Dolores, uma vida inspirada na de Jacqueline Kennedy. Tinha uma ideia do que significava Jacqueline para o povo americano. No entanto, desconhecia muitos pormenores da vida dela que subtilmente também faziam parte da vida de Dolores.


Na realidade, estava receosa para ler este livro e apenas o li porque era de Jacqueline Susann. A história tem vários dos ingredientes habituais de Jacqueline. Ainda assim, parece que estão em bruto e apesar de ter sido o seu último livro, denota uma qualidade inferior aos seus precedentes. No entanto, as páginas finais marcaram-me e mudaram ligeiramente a impressão que tive ao longo do livro.


Classificação: 5/10 - Razoável

domingo, 1 de novembro de 2009

A Máquina do Amor, Jacqueline Susann

Sinopse: O Homem criou a máquina. A máquina não sente amor, ódio, ou medo; não sofre úlceras, ataques do coração ou distúrbios emocionais.
Talvez a única possibilidade do homem sobreviver seja tornar-se uma máquina.
Alguns homens conseguiram isso.
Máquinas que passaram por homens dirigem muitas vezes sociedades; os ditadores são máquinas de força nos seus países. Um artista devotado pode transformar-se numa máquina de talento.
Por vezes, essa evolução ocorre sem que o homem repare nela.
Talvez aconteça da primeira vez em que ele diz: "Se eu abolir todos os sentimentos da minha vida, nunca mais poderei ser ferido!"
Amanda teria rido, se lhe tivessem dito isto a respeito de Robin Stone; porque Amanda estava apaixonada por ele.

A minha opinião: Este segundo romance de Jacqueline Susann segue na mesma linha do Vale das Bonecas. Três mulheres, três histórias diferentes, no entanto, com uma paixão em comum: Robin Stone.

Foi um romance bem ao seu género. Tinha todos os seus conhecidos ingredientes. Anos 60, o mundo do espectáculo. Os filmes de Hollywood. Os espectáculos da Broadway. A Televisão. Os Actores. Os Produtores... Mais uma vez é muito interessante entrar nesse mundo, que não se distanciava tanto da realidade, visto a autora ter sido actriz e apresentadora da televisão.

Acompanhamos a vida de Robin Stone. Uma vida aparentemente vulgar. Um repórter televisivo, no início da sua carreira, que namorava com Amanda, também ela pertencente ao mundo do entretenimento, sendo actriz. Um enredo completamente normal, situações do quotidiano, que no entanto, no desenrolar da história se vêm extrememente invulgares. Qualquer mulher que estivesse com Robin Stone não entendia como ele podia amar e ao mesmo tempo ser tão insensível. Robin Stone não possuía qualquer sentimento e, no entanto, era impossível resistir-lhe. Como poderia ser isso?


Este é um livro completamente direccionado para mulheres, assim como O Vale das Bonecas. Lê-lo é como se de repente, regressássemos ao passado, e ingressássemos no mundo do espectáculo. Como se nós fossemos uma das actrizes. Um dos produtores. Como se pertencêssemos aquele mundo.


Classificação : 7/10 - Bom