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quarta-feira, 14 de julho de 2010

Club Dead, Charlaine Harris

Sinopse: Bill corre perigo e é o sensual Eric que ajuda Sookie a encontrá-lo. Mas quando Sookie descobre Bill - num acto de traição - ela não tem a certeza se o quer salvar... ou afiar estacas e dar cabo dele.
Há apenas um vampiro com a qual Sookie Stackhouse está envolvida, pelo menos de forma voluntária, e esse vampiro é Bill. Mas recentemente, ele tem estado um pouco distante. E noutro Estado. Eric, o seu chefe sinistro e sensual, julga saber onde encontrá-lo e, quando dá por isso, Sookie está a caminho de Jackson, no Mississippi, para se infiltrar no submundo do Clube de Sangue. Este clube é um local perigoso onde a sociedade vampírica se reúne para descontrair e beber um copo de O positivo. Mas quando Sookie finalmente descobre Bill - apanhado num acto de traição séria - ela não tem a certeza se o quer salvar... ou afiar estacas. (Sinopse da edição portuguesa da saída de emergência)



A Minha opinião: Antes de opinar sobre o livro propriamente dito, queria deixar algumas coisas bem claras.
1º Estou extremamente embrenhada neste mundo. Esta série é uma das minhas preferidas e só por isso é que consegui ao mesmo tempo que acabava o terceiro livro, ver a primeira temporada toda da série em 3 dias. (Já agora, só a posso recomendar, uma das melhores adaptações que já vi de livros.)
2º Apesar de ter lido os dois primeiros livros em português, decidi agora passar a lê-los em inglês. Resultado: Adorei.

Como já tinha falado anteriormente, a escrita é muito acessível e só por isso é que me atrevi a lê-lo em inglês. Afinal de contas, não quero perder nada daquilo que estou a ler. Felizmente, o meu palpite revelou-se correcto e atrevo-me a dizer que gosto muito mais da versão original. Isto porque é muito mais fácil assim estar dentro da cabeça de Sookie e revelou-se (ainda) mais divertido de ler.
Especificamente sobre este terceiro volume, apenas tenho a dizer que a autora manteve a qualidade. A leitura, como habitual, é agradável, divertida, original e viciante, sendo muito difícil desligar da história. Uma leitura leve, que se lê num instante.
Para finalizar, apenas tenho a dizer que adorei o facto de não termos quase Bill, mas sim Eric (yay!). Têm de compreender que senti uma certa afinidade com Eric logo no primeiro livro :)

Classificação: 8/10 - Muito Bom

Saga Sangue Fresco - opiniões :

Sangue Fresco -  2 Dívida de Sangue - 3 Clube de Sangue - 4 Sangue Oculto - Sangue Furtivo 6-Traição de Sangue 7- Sangue Felino


terça-feira, 22 de junho de 2010

A Muralha de Gelo, de George R. R. Martin

Sinopse: Estes são tempos negros para Robert Baratheon, rei dos Sete Reinos. Do outro lado do mar, uma imensa horda de selvagens começa a formar-se com o objectivo de invadir o seu reino. À frente deles está Daenerys Targaryen, a última herdeira da dinastia que Robert massacrou para conquistar o trono. E os Targaryen sempre foram conhecidos pelo seu rancor e crueldade ....

Mais perto, para lá da muralha de gelo que se estende a norte, uma força misteriosa manifesta-se de maneira sobrenatural. E quem vive à sombra da muralha não tem dúvidas: os Outros vêm aí e o que trazem com eles é bem pior do que a própria morte...

Ainda mais perto, na Corte, as conspirações continuam. O ódio entre as várias Casas aumenta e desta vez o sangue mancha os degraus dos palácios e o veludo dos cadeirões dourados. E quando parece que nada poderia piorar, o rei é ferido mortalmente numa caçada. Terá sido um acidente ou um assassinato? Seja como for, uma coisa é certa: a guerra civil vem aí!

A minha opinião: O primeiro livro desta saga é, sem dúvida, brilhante e muito promissor.


À semelhança da primeira metade do livro, esta segunda parte não me desiludiu e manteve a qualidade da primeira.


É difícil escrever quando gostamos tanto de um livro. Pessoalmente, penso que o ponto mais positivo deste livro/série é o facto de ser uma fantasia diferente. Apesar do género ser inconstatavelmente fantasia, pois o mundo no qual se desenrola a acção é fictício e existem alguns elementos irreais, tudo o resto podia perfeitamente ter lugar na era medieval, e aliás é assim que o imagino. Desta forma, parece que todos os géneros se encontram condensados na história. Eu achava que isto era pouco provável, antes de lê-lo, mas é possível. E isso confere uma qualidade única: temos aventura, temos fantasia, temos política, temos mistério, temos tudo escrito de uma maneira que nos prende e dificilmente larga... Apesar de, por vezes, me fazer lembrar a saga de Paolini (Eragon, Eldest, Brisingr) por ser o género mais parecido a estes livros que conheço, e sem querer ofender os fãs de Paolini, gosto muito mais da saga de Martin.


Outro ponto muito positivo são as personagens. Que personagens! Não são estereotipadas ou algo do género. Cada uma é feita de um conjunto de traços únicos que fazem com que se assemelhe a algo da vida real, não aos clichés da esposa indefesa ou o senhor em que a honra esteve sempre acima de tudo o resto. Cada uma comete erros, erros esses que personagens daquele estereótipo não poderiam cometer. É impossível não gostar das mesmas. Durante este livro, surpreendi-me com a maioria delas.
Apenas tenho a apontar que, por vezes, a leitura foi um pouco densa na parte das tácticas militares e outros aspectos políticos. No entanto, isso deve-se ao meu interesse um pouco mais baixo pelas cenas de guerra e penso que, para quem goste, não será aborrecido nem por um segundo.

Classificação: 8/10 - Muito Bom

domingo, 23 de maio de 2010

As Memórias de Cleópatra, de Margaret George - Volume III

Sinopse: Neste volume final, Cleópatra conclui as suas memórias, Num esforço heróico para manter o seu amor e o seu império intacto, Marco António e Cleópatra levantam um exército e uma marinha de proporções imensas contra o inimigo romano, Octávio, que se tornou conhecido como Augusto César. Depois da crítica batalha de Áccio e da derrota humilhante, regressam os dois ao Egipto. Cleópatra planeia a sua própria morte, para não ser carregada em triunfo, como prisioneira, pelas ruas de Roma. Com a morte de Cleópatra, encerra-se no Egipto a dinastia dos Ptolomeu e o país passa a integrar o Império Romano. (Nota da editora)

A Minha Opinião: Cleópatra. Um nome imponente, não acham? E não é por acaso que é Cleópatra VII a mais célebre de todas as Cleópatras.

Após ler a última parte da sua vida contada numa versão dela - e não histórias deturpadas por simpatizantes de César Augusto - a admiração que sentia pela sua coragem, a sua astuta maneira de governar tiveram ainda mais valor ao conhecer as escolhas que teve que fazer como mãe, esposa, mulher. E por isso, os meus parabéns à autora. Os quatro anos em que andou a pesquisar sobre esta personagem resultaram numa excelente obra, que foi um relato bastante fiel - é claro, que dentro do possível - do que Cleópatra escreveria se sentisse a necessidade de relatar o que fora a sua vida.

Sendo este um livro único , mas dividido em três volumes, as minhas impressões ao longo do livro foram na maioria escritas nas opiniões anteriores. No entanto, neste terceiro volume dei-me conta de um aspecto muito bom da escrita desta autora, que poderá ser uma das razões pelo sucesso dos seus romances históricos: o facto de descrever o quotidiano das personagens tão bem, o que aliado a uma informação bem documentada, proporcionam ao leitor uma viagem àquele tempo para conhecer desde o ínfimo pormenor da vida retratada à mentalidade da época, desde o quotidiano da mesma aos acontecimentos mais que documentados na história. Este livro é, portanto, um excelente meio para conhecer os mesmos, através de uma vida impressionante.

É por isso que após a leitura das Memórias de Cleópatra - que, aproveito para dizer, tem um título que se ajusta perfeitamente ao que acabei de ler, pois parece mesmo que era Cleópatra a relatar as suas vivências e pensamentos - sinto que tive a oportunidade de ver e compreender em primeira mão muitos dos aspectos da vida de Cleópatra, o que me leva a afirmar que mais do que uma grande governante, ela era uma mulher muito avançada para o seu tempo.

Classificação: 8/10 - Muito Bom


Volume 1 (A Filha de Ísis)/ Volume 2 (O Signo de Afrodite) / Volume 3 (O Beijo da Serpente)

domingo, 2 de maio de 2010

As Memórias de Cleópatra, de Margaret George - Volume II

Sinopse: Entre no reino mais esplendoroso da História. Conheça a rainha mais poderosa da Antiguidade. Viva a história mais fascinante de sempre. A autora do best-seller mundial A Paixão de Maria Madalena está de volta com o segundo volume de um convite irrecusável: a visita ao Antigo Egipto e à vida de Cleópatra, a rainha do Nilo.

Escritas na primeira pessoa, As Memórias de Cleópatra começam com as suas recordações de infância e vão até ao seu glorioso reinado, quando o Egipto se torna num dos mais deslumbrantes reinos da Antiguidade. Mas, mais do que uma saga fascinante sobre ambição, traição e poder, As Memórias de Cleópatra são uma grande historia de amor.

Na riqueza e autenticidade das personagens, cenários e acção, As Memórias de Cleópatra são um triunfo da ficção. Misturando história, lenda e a sua prodigiosa imaginação, Margaret George dá-nos a conhecer uma vida e uma heroína tão magníficas que viverão para sempre.


A minha opinião: Depois de um começo tão promissor, as expectativas para o segundo volume eram mais do que elevadas.

Nesta segunda parte, acompanhamos essencialmente o romance entre Marco António e Cleópatra, após o assassinato de César.

Como acontecera no volume anterior, muitos dos acontecimentos narrados eram já do meu conhecimento, sendo que às vezes é como se já tivesse lido o livro e o estivesse a reler para encontrar pormenores. No entanto, nem por um momento o livro se torna entediante. É mesmo muito interessante ver alguns pormenores, associando determinadas acções a futuras decisões no futuro.

Outro ponto forte desta segunda parte é o facto de tratar de um tema do meu interesse. Sem dúvida que estava muito curiosa para saber como Margaret George iria relatar a relação entre Cleópatra e Marco António, e não me desiludi. A autora consegue mesmo transmitir aquilo que a personagem (Cleópatra) sente, deixar-nos na expectativa, ainda que já saibamos o desfecho. Conseguiu, com sucesso, descrever este magnífico, polémico, maravilhoso romance, que inspirou muitas obras literárias, como a escrita por Shakespeare. Sem dúvida, uma história que merece ser lida.

Estou de tal modo entusiasmada que já fui requisitar o último livro, que pela parte da vida de Cleópatra relatada, me desperta muita curiosidade!

Classificação: 8/10 - Muito Bom


Volume 1 (A Filha de Ísis)/ Volume 2 (O Signo de Afrodite) / Volume 3 (O Beijo da Serpente)

domingo, 11 de abril de 2010

A Minha Amiga Flicka, Mary O'Hara

Sinopse: Kenneth McLaughlin (Ken) é um pacato e sonhador rapaz de 10 anos que vive com a sua família num rancho do Wyoming. Após longos meses num colégio interno, Ken regressa a casa para as férias e reencontra as calmas e vastas paisagens que ele tanto adora e, sobretudo, os magníficos cavalos que a sua família cria e cuja liberdade ele tanto admira. O seu sonho é possuir um cavalo só seu, mas o pai, severo e autoritário, recusa-se a desperdiçar um dos seus valiosos animais - meio de sustentação da família - com um sonhador como o filho. Porém, com a intervenção da mãe, o pai acaba por concordar com a ideia e decide oferecer um dos cavalos do rancho a Ken, na expectativa de que isso lhe incuta algum sentido de responsabilidade. Ken, que nas suas deambulações pela pradaria já havia elegido a égua dos seus sonhos, não hesita e, para desespero do pai, escolhe Flicka, uma das crias mais selvagens e indomáveis de todo o rancho. E é justamente através da sua firme devoção a Flicka que Ken acaba por crescer interiormente, assumindo as responsabilidades próprias de um jovem adulto e conseguindo, no fim, ganhar a aceitação e o respeito do pai. Uma história admirável e intemporal que, muito mais do que uma mera história de cavalos, é um inspirador relato do crescimento de um jovem e da sua busca de auto-confiança. (Retirada de aqui.)

A Minha Opinião:
A Minha Amiga Flicka era um livro que eu já queria ler há bastante tempo, cujo título conheci não só pela obra literária, mas também pela série e adaptações cinematográficas. Curiosamente, enquanto lia este livro, o cenário, a história, aparecia tudo tão claro na minha mente como se de um filme se tratasse e pensei que seria um livro perfeito para adaptar ao grande ecrã.

Virado para um público juvenil, é no entanto, um livro que pode ser lido a qualquer idade e mesmo assim cativar o leitor. E pertence áqueles livros que, apesar de escrito em 1941, a sua história é ainda bastante actual.

Neste livro, é-nos dado a conhecer Ken, um rapaz de 10 anos, cujo pai é o dono do rancho. Apesar dos seus pais se encontrarem desiludidos com os seus resultados escolares, Ken quer concretizar o seu sonho e tudo o que lhes pede é um potro para si. Apesar de parecer simples, a história é muito mais do que isso. Somos perfeitamente transportados ao ambiente do rancho para ver o quão forte é a ligação entre Flicka e Ken, a forma como cada um escolheu o outro e como mudaram depois desse momento. Apesar de eu não pertencer de todo ao mundo dos cavalos, após a leitura deste livro, apercebi-me do quão forte é a relação entre o cavalo e o seu dono. Uma história lindíssima, com uma mensagem não menos brilhante.

Gostei bastante da escrita da autora, pois consegue contar-nos os acontecimentos e expressar os sentimentos de cada personagem de uma maneira à qual não se consegue ficar indiferente. Nota-se bem que a vida num rancho e os cavalos eram uma realidade muito próxima para a autora, pois consegue transportar- nos a esse mundo, mesmo aos que, como eu, pouco sabem sobre o assunto.


Classificação:
8/10 - Muito Bom

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Raparigas de Xangai, de Lisa See

Sinopse: Em 1937, Xangai era a Paris da Ásia, uma cidade de grande riqueza e glamour. Duas jovens irmãs, Pearl e May Chin, gozam a época dourada das suas vidas, graças à fortuna do pai. São ambas bonitas, modernas, despreocupadas e cosmopolitas. Um dia, porém, o pai anuncia que perdeu toda a fortuna na mesa de jogo, e que, para pagar as dívidas, as vendeu como esposas a compatriotas endinheirados que vieram da Califórnia à procura de noivas chinesas. Já com as bombas japonesas a caírem sobre a sua amada cidade, Pearl e May embarcam na viagem das suas vidas rumo à América. Recomeçam a vida e Los Angeles, tentando encontrar o amor junto dos estranhos com quem casaram. Divididas entre o fascínio de Hollywood e os antigos modos de vida e as regras de Chinatown, esforçam-se por aceitar a vida americana, combatendo a discriminação e o Maccartismo. Pearl e May são amigas inseparáveis; porém, como todas as irmãs, nutrem também, uma pela outra, invejas e rivalidades mesquinhas. Enfrentam sacrifícios terríveis, fazem escolhas impossíveis e partilham um segredo devastador, capaz de mudar as suas vidas.

A minha opinião: Depois duma excelente experiência com o Leque Secreto, da mesma autora, a vontade de regressar à cultura chinesa era grande. E devo dizer que a viagem não ficou aquém das expectativas.

Neste livro, acompanhamos duas irmãs de Xangai, que devido a acontecimentos infelizes são obrigadas a casar-se com homens chineses que não conhecem, radicados em Los Angeles. Para além disso, a viagem não será fácil, por duas grandes razões : os japoneses tinham começado a sua invasão na China e a entrada de chineses nos EUA era feita à base de inúmeros e extenuantes interrogatórios, com vista a não deixar que os mesmos fossem ilegalmente para lá.

Graças a uma grande pesquisa e à recolha de histórias verídicas de chineses da época, a autora conseguiu transportar-me de uma excelente forma para esta época, permitindo-me perceber um pouco das dificuldades passadas por eles durante a vinda para os EUA e a luta pela sua sobrevivência, uma vez radicados no país. Apesar de tudo isso estar bem relatado, a autora também não descuidou os hábitos chineses e todos aqueles pormenores que me interessam tanto sobre a sua mentalidade e princípios.

Ler Raparigas de Xangai foi, sem dúvida, uma excelente forma de conhecer um pouco mais sobre este povo e sobre as dificuldades que ultrapassou neste período da história, enquanto me deliciei com um enredo e acontecimentos muito bem construídos pela autora.

Quer para contactar com a cultura oriental, quer para ler uma belíssima história, pela minha parte, Lisa See é uma escitora aconselhada.

Classificação: 8/10 - Muito Bom

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

As Memórias de Cleópatra, de Margaret George - Volume I

Sinopse: A autora do best-seller mundial A Paixão de Maria Madalena está de volta com um convite irrecusável: a visita ao Antigo Egipto e à vida de Cleópatra, a rainha do Nilo. Escritas na primeira pessoa, As Memórias de Cleópatra começam com as suas recordações de infância e vão até ao seu glorioso reinado, quando o Egipto se torna num dos mais deslumbrantes reinos da Antiguidade. As Memórias de Cleópatra são uma saga fascinante sobre ambição, traição e poder, mas também são uma história de paixão. Depois de ser exilada, a jovem Cleópatra procura a ajuda de Júlio César, o homem mais poderoso do mundo. E mesmo depois do assassinato daquele que se tornou o seu marido, e da morte do segundo homem que amou, Marco António, Cleópatra continua a lutar, preferindo matar-se a deixar que a humilhem numa parada pelas ruas de Roma. Na riqueza e autenticidade das personagens, cenários e acção, As Memórias de Cleópatra são um triunfo da ficção. Misturando História, lenda e a sua prodigiosa imaginação, Margaret George dá-nos a conhecer uma vida e uma heroína tão magníficas que viverão para sempre.

A minha opinião: O Egipto fascina-me desde pequena e Cleópatra - uma das personagens mais conhecidas deste país, se não mesmo a mais conhecida - foi uma rainha que sempre me inspirou muita admiração, por se ter destacado num mundo de homens.

Desta maneira, parti com grandes expectativas em relação a esta obra e não me desiludi. Desde já, a escrita de Margaret George é excelente. Ao ler este livro, as descrições das cidades; do fórum e dos divertimentos romanos; das paisagens naturais etc. faziam com que tudo parecesse completamente real. Como se tivéssemos sido nós a ver um dos Triunfos, a ouvir as liras, a inspirar um perfume longínquo vindo do Oriente, a falar com César, a ser uma estrangeira em Roma. Gostei muito desse aspecto da escrita dela, que consegue descrever tudo de forma pormenorizada, sem, no entanto, levar à exaustão. Pegando numa frase do Memphis Commercial Appeal - "A escrita talentosa de Margaret George consegue apelar-nos aos cinco sentidos." E eu não podia concordar mais.

Ainda que soubesse de antemão muitos dos acontecimentos históricos narrados, a autora conseguiu prender-me, fazendo-me descobrir muitos pormenores sobre os referidos acontecimentos, perceber a mentalidade da época e surpreender-me com estas personagens históricas.

Como referido pela Entertainment Weekly é "como se os frescos egípcios ganhassem vida". Só tenho a acrescentar que não são apenas os frescos egípcios. É como se todas as personagens históricas que tão bem conhecemos, como César, Marco António, Cícero, Pompeu e claro, Cleópatra, ganhassem vida e fossem recontá-la a quem não pôde ver o seu esplendor. Uma autêntica viagem por este interessantíssimo período da história.

Não li os restantes livros, mas prevejo que não me vão desiludir.

Classificação: 8/10 - Muito Bom

Volume 1 (A Filha de Ísis) / Volume 2 (O Signo de Afrodite)/ Volume 3 (O Beijo da Serpente)

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Um Crime no Expresso do Oriente, de Agatha Christie

Sinopse: Pouco depois das doze batidas da maia-noite, um nevão obriga o Expresso do Oriente a parar. Para aquela época do ano, o luxuoso comboio estava surpreendentemente cheio de passageiros. Só que pela manhã havia, vivo, um passageiro a menos. Um homem de negócios americano jazia no seu compartimento, apunhalado até à morte. Poirot aceita o caso, aparentemente fácil, que acaba por se revelar um dos mais surpreendentes da sua carreira. É que existem pistas (muitas!), existem suspeitos (muitos!), sendo que todos eles estão circunscritos ao universo dos passageiros da carruagem. Para ajudar às investigações, o morto é reconhecido como sendo o autor de um dos crimes mais hediondos do século. Com a tensão a aumentar perigosamente, Poirot acaba por esclarecer o caso... de uma maneira a todos os títulos surpreendente!

A minha opinião: Um Crime no Expresso do Oriente é uma das obras mais conhecidas da Duquesa da Morte. Tem algumas semelhanças com Morte no Nilo, visto que, apesar do assassinato ocorrer num comboio, os suspeitos também são os passageiros do mesmo.

Não conhecia a história, mas sabendo que, nos policiais dela, nem tudo é o que parece, tentei fazer o trabalho de detective e dediquei-me a encontrar a solução. Ainda que a tenha encontrado parcialmente, foi uma leitura, como habitual, dinâmica e surpreendente, deixando o leitor intrigado e envolvido nos acontecimentos.

Gostei bastante do facto dela se ter inspirado num caso verídico da época e fazer um enredo tão característico e com personagens tão diferentes. É sem dúvida um policial com uma história muitíssimo interessante do início até ao final. Um excelente livro de Agatha Christie.

Classificação: 8/10 - Muito Bom

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

O Assassinato de Roger Ackroyd, Agatha Christie

Sinopse: Roger Ackroyd sabia de mais. Sabia que a mulher que amava envenenara o primeiro marido, um homem extremamente violento, e suspeitava que ela era vitima de chantagem. Agora, que as trágicas noticias sobre a sua morte apontavam para um suicídio por overdose, eram muitas as perguntas que pareciam não ter resposta.
Mas quando pensava estar perante as primeiras pistas do caso, Ackroyd ver-se-ia envolvido num homicidio brutal: o seu!
O Dr. Sheppard, médico da aldeia, fala então com o vizinho, um detective reformado que escolhera o campo para passar tranquilamente os seus últimos anos de vida. A escolha não podia ser mais acertada pois o pacato vizinho era nem mais nem menos que o belga Hercule Poirot...

A Minha Opinião: Aqui está o meu primeiro livro lido em 2010 (como prometido, querida Jacqueline)!

Devo dizer-vos que fiquei verdadeiramente surpreendida, pela positiva, com este livro.
Já tinha ouvido falar muito bem da escritora, por isso esperava algo bom, mas nada comparado com aquilo com que me deparei.


A história é nos relatada pelo médico da aldeia, Dr. Sheppard, ou James como lhe chama a irmã Caroline.
James e Caroline vivem numa pequena aldeia onde se sabem todos os segredos de quem lá vive, e, em parte, isso deve-se a Caroline e o seu grupo de amigas. Caroline fica em casa durante a maior parte dos dias, e de alguma maneira fica a saber de todos os boatos que correm. Quando sai de casa não é para recolher informações, mas sim para as espalhar.


A história começa quando Mrs. Ferrars morre na noite de 16 para 17 de Setembro. Dr. Sheppard é chamado a casa da senhora, mas infelizmente já não há nada que ele possa fazer.
O marido de Mrs. Ferrars morre envenenado, e pela aldeia correm os rumores de que quem o matou foi ela, mas não passavam disso, rumores. Dizia-se também que Mr. Ackroyd (viúvo e com um enteado, Ralph) e Mrs. Ferrars tinham um romance, e que, no fim do luto, Mrs. Ferrars tornar-se-ia Mrs. Roger Ackroyd.
Pouco tempo depois o enteado de Mr. Ackroyd volta à aldeia, e Roger confidencia com James, pois considera-o um amigo e o único em que pode confiar naquela aldeia, que anda um pouco perturbado e convida-o para jantar em sua casa para assim puderem conversar à vontade.
Durante a conversa entre os dois no escritório Mr. Ackroyd fala abertamente com o médico e mostra-lhe uma carta deixada por Mrs. Ferrars antes de morrer. A falecida conta que matou o marido, e entre outras coisas, que anda a ser chantageada pela única pessoa que sabe a verdade.
Roger Ackroyd não lê quem é a pessoa, pois prefere fazê-lo em privado sem James ali.
Quando chega a casa, James recebe um telefonema de um homem que lhe diz que Roger foi assassinado. James volta a casa do velho Ackroyd para verificar o telefonema e encontra o corpo do amigo, ainda sentado na poltrona visivelmente morto.
Para além da polícia quem investiga o caso é o novo vizinho do médico, Mr. Poirot, um detective com uma personalidade muito peculiar. A história gira em volta das suspeitas do detective. Todos os que vivem na casa de Mr. Roger Ackroyd acabam suspeitos, mas há alguém de quem Poirot suspeita mas não faz ninguém saber. No fim do livro, ao descobrirmos quem é o assassino vêmos o crime de uma prespectiva completamente diferente.


Agatha Christie escreve um policial com muita inteligência, conseguindo alibis e suspeitas crediveis para todos os suspeitos, fazendo-nos acreditar em cada incriminação, dado a que certa altura acabamos por suspeitar de toda a gente.


Realmente um grande livro, do qual gostei bastante. Fico ansiosa por ler o próximo ;)

Classificação: 8/10 - Muito Bom

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Dívida de Sangue, de Charlaine Harris

Sinopse: Sookie Stackhouse está numa maré de azar: primeiro o seu colega de trabalho é morto e ninguém se parece preocupar; depois, é atacada por uma criatura que a infecta com um veneno doloroso e mortal. Tudo se complica quando Bill nada consegue fazer e pede a ajuda de Eric para lhe salvar a vida. A questão é que agora ela está em dívida para com Eric - um vampiro deslumbrante mas tão belo quanto perigoso. E quando ele lhe pede um favor em troca, ela tem que aceder. De repente, Sookie está em Dallas a usar os seus poderes telepáticos para encontrar um vampiro. A sua condição é que os humanos não devem ser magoados. Mas a promessa de os vampiros se manterem na ordem é mais fácil de dizer do que cumprir. Basta uma bela rapariga e um pequeno deslize para que tudo comece a correr mal... Entretanto, também Eric tem os seus próprios segredos...

A minha opinião:
Não posso começar a escrever, sem dizer que existe um excelente adjectivo para descrever esta série: viciante. Li o primeiro volume há uns dias, e poderão consultar a minha opinião aqui. Como repararam, acabei a minha opinião dizendo que o primeiro livro não me tinha conquistado totalmente, mas estava à espera de que a série me agarrasse no segundo. E agarrou.


Em Sangue Fresco, temos o primeiro contacto com a vida de Sookie, a sua relação com Bill, com os vampiros (mas não muito detalhadamente) e o caso dos assassinatos das empregadas.


Em Dívida de Sangue, conhecemos um pouco mais sobre estes vampiros, um aspecto que queria ver desenvolvido ao longo deste volume, outros seres sobrenaturais (o que é sempre interessante) e temos um rumo mais definido para seguir, ao acompanharmos a missão de Sookie em Dallas. O facto de a história estar melhor organizada, ou seja, com uma acção mais constante, foi uma mais-valia que realmente me prendeu como leitora.


Neste volume, como já acontecera no anterior, Harris não perdeu a capacidade de surpreender e revelou muitos pormenores sobre os vampiros da sua história, pormenores esses que gostei bastante. Além disso, notei neste livro uma grande originalidade por parte de Harris não só sobre as coisas relativas aos vampiros, que são muito criativas, mas também nas coisas relativas a outros seres sobrenaturais e aos seres humanos.

Mal posso esperar para ler o próximo volume!


Classificação: 8/10 - Muito Bom

[Leitura terminada a 29 de Dezembro]

Saga Sangue Fresco - opiniões :

Sangue Fresco -  2 Dívida de Sangue - 3 Clube de Sangue - 4 Sangue Oculto - Sangue Furtivo 6-Traição de Sangue 7- Sangue Felino


quarta-feira, 25 de novembro de 2009

O Herdeiro de Sevewaters, de Juliet Marillier

Sinopse: Os chefes dos clãs de Sevenwaters têm sido guardiães de uma vasta e misteriosa floresta, um dos últimos refúgios das Criaturas Encantadas da história antiga. Humanos e habitantes do Outro Mundo coexistem, separados por um fino véu entre os dois mundos e uma confiança degradada. Tudo se altera na Primavera em que Aisling de Sevenwaters descobre que espera outro filho. Ao nascer um rapaz - herdeiro de Sevenwaters -, a sua irmã Clodagh toma a responsabilidade pelo bem-estar da criança, enquanto a mãe recupera. A alegria da família transforma-se em desespero quando o bebé é levado do seu quarto e substituído por uma estranha criatura. Clodagh verá a sua coragem testada ao limite e a recompensa será muito maior do que alguma vez imaginara...

A minha opinião: Neste 4º livro, Juliet apresenta-nos Sevenwaters três anos depois da história d'A Filha da Profecia. Desta vez, vemos os acontecimentos a partir de Clodagh, uma das filhas de Sean. Tenho a dizer que não gostei muito desta personagem. Não queria entrar em comparações com os anteriores livros, mas identifiquei-me mais com Sorcha, Liadan e Fainne. Com esta, não houve qualquer afinidade, digamos. Talvez, porque queria que Sibeal fosse a principal ou porque queria um novo poder a contar-nos a história (Clodagh apenas possui a capacidade de falar com a sua irmã gémea à distância, como acontecia com Liadan), ou porque queria uma personagem mais forte... Além disso, estava à espera de uma história muito emocional e com luta interior, como nos livros anteriores. Este livro apenas me prendeu emocionalmente em algumas ocasiões.

Fora disso, achei que foi um livro interessante. As personagens antigas foram bem desenvolvidas, pois gostei bastante dos rumos das mesmas. A história em si também despoletou o meu interesse. Um dos factos que me prendeu foi sem dúvida, o podermos conhecer melhor o Outro Reino e as personagens que o constituem. Sinto que foi precisamente esse o aspecto que se destacou neste livro.

Por fim tenho a dizer, que adorei reviver o clima de Sevenwaters, contactar com personagens já bem conhecidas... Apesar de não ser de todo o meu preferido, foi um prazer voltar a entrar neste mundo fantástico de Juliet Marillier.

Classificação: 8/10 - Muito Bom

[Para aqueles que leram: Parece-me que este livro tem várias parecenças com O Filho das Sombras. Notaram isso enquanto o liam?]

terça-feira, 24 de novembro de 2009

O Jardim Encantado, de Sarah Addison Allen


Sinopse: As mulheres da família Waverley têm um segredo...
Para elas, é uma maldição; para os vizinhos é apenas algo estranho; nós chamamos-lhe magia...


A Minha opinião: Faz algum tempo desde que li este livro mas não posso deixar de o partilhar com vocês, sobretudo porque me deixou completamente viciada na escrita de Sarah Addison Allen.
Esta é uma história envolvente que nos dá a conhecer o segredo das mulheres Waverley.


Ora prestem atenção.



Claire Waverley (a nossa personagem principal) vive sozinha numa casa ao estilo Queen Anne que herdou da avó, na mais pequena das cidades, Bascom. Contudo, Claire não é filha única e ao longo da história lembra-se com frequência da amarga infância.
A mãe das duas irmãs, Lorelei, vivia com dificuldades financeiras e ninguém que a ajudasse, por isso roubava nas lojas de conveniência luvas quentinhas, comida, champô e por vezes um chocolate para Claire. Antes de Sydney nascer, Claire vivia constantemente com medo de ser apanhada, de se magoar ou de não ter roupa suficientemente quente para sobreviver ao Inverno. Claro que a mãe aparecia sempre com o que era necessário, como que por magia, antes das duas passarem frio, fome ou qualquer outra necessidade. Mãe e filha viviam constantemente de um lado para o outro, sem casa fixa.
Quando a pequena Sydney nasce Claire é um pouco esquecida pela mãe, que deposita todas as atenções na irmã mais nova. Para Claire aquele estilo de vida sempre fora bom o suficiente, mas Lorelei achava que Sydney merecia melhor, merecia ter raízes. Assim, mudam-se para a casa da avó Waverley, que é agora a casa de Claire.
Lorelei abandona as duas meninas e deixa-as ao cuidado da avó. Os anos passam e Sydney torna-se na irmã rebelde, decidindo assim partir com vergonha do seu nome de família.
Claire aprende com a avó o segredo das Waverley: aquela fora a casa de várias gerações de mulheres Waverley e todas cuidavam do seu jardim mágico.
As plantas do jardim da família têm poderes especiais que afectam quem quer que as coma. A planta mais poderosa era a temperamental Macieira, que dava umas maçãs muito especiais. O dever das Waverley era certificarem-se de que apenas utilizavam as plantas para fazerem o bem e de que não deixavam ninguém comer aquelas Maçãs.
Sydney sofre numa relação abusiva, e decide que está na altura de se mudar para Bascom com a filha, Bay. Claire tem de pôr de lado as memórias da horrível infância e aceitar Sydney e Bay na sua vida.



Durante toda a narrativa, Sarah Addison Allen conta-nos pedacinhos do presente e memórias passadas, e assim a cativante história vai ganhando vida.

Sarah dá-nos a conhecer a história das duas irmãs enquanto vivem separadas, e só assim conseguimos perceber como é duro para Claire partilhar a sua vida com alguém. As duas acabam por aprender como viver juntas e há um final feliz reservado para cada uma.

Este Romance embrenhou-me nas suas palavras devido à história que conta (a cada momento Allen não nos deixa esquecer de que todas as mulheres Waverley têm magia), a todas as personagens nela envolvidas que criam o ambiente certo na altura certa da narração, e sem dúvida devido também à escrita desta autora, que, como já referi antes,é realmente boa.


É certamente um Romance Mágico.


Resta-me aconselhar-vos vivamente este livro e deixar-vos o voto de deliciosas leituras.


Classificação: 8/10 - Muito Bom
(Depois de um raspanete da Jacqueline', estou de volta!) ;)

sábado, 14 de novembro de 2009

Carrie, de Stephen King

Sinopse: Não é que fosse diferente das outras. Um pouco estranha, sim. E antipática. Talvez por isso, era objecto da chacota e do riso de toda a turma. Ou talvez a sua antipatia fosse antes o resultado de se ver sempre constituída em alvo da troça de todas. Mas, quanto ao resto, não. Carrie era uma moça normal. Como todas as outras. E mais como todas as outras seria, se não fosse aquela incrível mulher que era a sua mãe. Mas isso não explica tudo. Sobretudo, não explica que naquela noite, a noite do baile, uma cidade inteira tenha sido arrasada por Carrie, sem que ela precisasse de mexer sequer um dedo.

A Minha Opinião: Esta foi a minha estreia no género terror/paranormal e devo a dizer que gostei bastante! Principalmente, porque não estava à espera de gostar deste género :)

Mas vamos por partes. Carrie é uma rapariga de dezassete anos aparentemente normal, no entanto com uma mãe fanático-religiosa. Como se isso não bastasse, Carrie é uma rapariga telecinética, ou seja, consegue mexer os objectos através da mente. Ok. Isso é estranho, um pouco assustador. Agora imaginem que uma pessoa com um poder desses fosse desprezada por tudo e por todos e fosse constantemente alvo de partidas, que por sua vez, poderiam levar à "activação" desse poder. Como, por exemplo, uma partida no baile de finalistas. Isso é realmente sinistro e dá sem dúvida uma história fenomenal!

É esta a narrativa que Stephen King nos apresenta. Uma história que poderia não ter graça nenhuma, mas que no entanto, através da sua maneira de contá-la, a torna simplesmente fantástica. Este foi um aspecto que adorei neste livro: a escrita de Stephen King. Se na verdade, não tenho termos de comparação no género, posso dizer que a escrita dele é absorvente, paralisa o leitor e este dificilmente quererá largar o livro, uma coisa que é fundamental, penso eu, num livro de terror. Além disso, o autor consegue caracterizar muito bem as personagens, principalmente indirectamente, um pormenor que é bastante interessante. Por fim, outra coisa a apontar é a utilização de diferentes tipos de texto durante o livro ( a narrativa propriamente dita, excertos de livros, entrevistas etc.), o que fez com que a leitura fosse dinâmica e que tivesse pontos de vista distintos de um acontecimento, o que levou a um produto final genial.

Depois de Carrie, Stephen King é um autor que vou ler brevemente.

Classificação: 8/10 - Muito Bom

sábado, 22 de agosto de 2009

Ciclo Terramar, Ursula K. Le Guin

Vi esta autora já não sei bem onde, e como me chamou a atenção, aproveitei e li os que ela tem publicados na colecção Estrela do Mar:



Sinopse: ( O Feiticeiro e a Sombra) Numa terra longínqua chamada Terramar vive o maior de todos os arquimagos. O seu nome é Gued, mas há muito tempo atrás, ele era um jovem chamado Gavião, um ser estranho, irrequieto e sedento de poder e sabedoria, que se tornou aprendiz de feiticeiro. Neste livro conta-se a história da sua iniciação no mundo da magia e dos desafios que teve que superar depois de ter profanado antigos segredos e libertado uma negra e pérfida sombra sobre o mundo. Aprendeu a usar as palavras que libertavam poder mágico, domou um dragão de tempos imemoriais e teve que atravessar perigos de morte para manter o equilíbrio de Terramar. No meio de um suspense quase insustentável, de encontros místicos, de amizades inquebrantáveis, de sábios poderosos e de forças tenebrosas do reino das trevas e da morte, Gued não pode vacilar, qualquer fraqueza sua fará perigar o equilíbrio que sustenta o mundo… e a sombra maléfica que ele libertou, gélida e silenciosa, só está à espera desse momento para devastar, com as suas asas negras, o mundo inteiro. O Ciclo de Terramar é uma admirável tetralogia, por muitos comparada a clássicos como «Narnia» de C.S. Lewis ou «O Senhor dos Anéis» de J.R.R. Tolkien. Esta magnífica saga, que se tornou numa obra de referência no vastíssimo percurso literário desta escritora norte-americana, tem início com «O Feiticeiro e a Sombra». O universo de Terramar, simultaneamente tão semelhante e diferente do nosso, é, sem dúvida, uma das maiores criações da literatura fantástica, e o poder misterioso e mágico que emana da narrativa, a sensibilidade que ilumina os momentos de profunda sabedoria, a intensidade das personagens, o estilo elegante e cristalino conquistam-nos de imediato e rapidamente nos arrebata para os meandros dos seus reinos imaginários.

A minha opinião:
Esta foi uma das surpresas desta colecção. Não achei o livro nada infantil, até bastante juvenil. Quando os comecei a ler, achei que tinham alguns dos ingredientes de Eragon, (os nomes verdadeiros das pessoas, que até agora pensava que era invenção de Paolini, ignorância minha) e d' O Círculo da Magia de Debra Doyle e James MacDonald. Ursula K Le Guin, tem de facto um dom para histórias de fantasia. O mundo criado por ela é de facto impressionante. Não me admiro que tenha escrito desde 1968 (ano da publicação d' O Feiticeiro e a Sombra) até 2001 histórias sobre este ciclo. Uma coisa que reparei é que lendo-os de seguida poderia cansar, mas não, a história e bastante cativante, pelo que não tive quaisquer problemas em lê-la de seguida. Na realidade tenho pena que não tenham traduzido o que ela publicou em 2001... Os primeiros 3 livros falam do Feito de Gued. A sua ascenção desde um pastor até ao Arquimago de Terramar. No entanto, cada livro fala de um episódio diferente da sua vida. Não posso falar muito mais, se não entraria em spoilers... Para aqueles que gostam do fantástico, esta é um bom ciclo para ler. Vou ficar de olho nesta escritora. Um ciclo aconselhado. Deixo aqui uma passagem constante nos livros: «Só no silêncio a palavra, só na escuridão a luz, só na morte a vida: nítido o voo do falcão no céu vazio.» (Depois de ler o livro tem ainda mais significado...)

Classificação: 8/10 (apenas do ciclo, não individual) - Muito Bom

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

O Nascimento de Vénus, de Sarah Dunant

Sinopse: Desnudo o corpo da irmã Lucrezia, as freiras observam a estranha tatuagem em forma de serpente que percorre o seu ventre. Lucrezia um dia fora conhecida por Alessandra. Jovem e inteligente, ela vivera o esplendor e luxo dos Médicis em pleno Renascimento. Como fora ela parar àquele convento? O que significaria aquela tatuagem no seu corpo? De que morrera, afinal? O Nascimento de Vénus é um envolvente romance de mistério e paixão no século XV, a retratar a detalhe e minúcia a arte, a riqueza e a podridão de Florença.


A minha opinião: É um livro fascinante, em que o mistério nunca acaba.

Alessandra é uma jovem italiana, em pleno Renascimento, que nutre um prazer incrível pela pintura. Ela tem o toque, a sensibilidade e a cultura de um artista, mas algo a impede de ser livre e de se dedicar inteiramente à sua paixão. Ser mulher. Com a chegada de um misterioso pintor, a sua casa, Alessandra atravessa a barreira do proíbido, e envolve-se numa frenética paixão.

Porém, as suas obrigações como futura e boa esposa continuam, acabando Alessandra por ter o mesmo destino que todas as mulheres. O casamento. Como acaba, Alessandra, a sua vida num convento? Qual será o significado da estranha tatuagem que lhe envolve o corpo? Isso terão vocês que descobrir. Com um final emocionante, esta é uma apaixonante aventura, recheada de mistérios e sedução que nos envolve, desde o início até ao fim.

Classificação: 8/10 - Muito Bom

sábado, 15 de agosto de 2009

Persuasão, de Jane Austen

Sinopse: Anne Elliot não é uma rapariga presunçosa, mas uma jovem fina e educada, com grande profundidade de sentimentos e uma inabalável integridade, que leva a uma vida curiosamente semelhante à Cinderela, com um pai ridículo e uma irmã autoritária. À medida que a história se desenrola, Anne consegue libertar-se da autoridade da família através de relações de amizade com mulheres de temperamento forte e consegue a realização pessoal neste romance em que os homens e as mulheres são apresentados de pé de igualdade sob o ponto de vista moral.

Opinião: Jane Austen já me inspirava curiosidade há muito tempo e penso que este livro foi uma boa escolha.


Persuasão começa com o nobre Sir Walter Elliot, o pai de Anne, a tentar arranjar uma solução para as suas sérias dívidas. Após o conselho de outros, decide alugar a sua casa. Os inquilinos são o almirante Croft e a sua esposa, que era, nem mais nem menos irmã de Frederick Wentworth, o rapaz que pedira em casamento Anne Elliot havia 7 anos e que esta recusara por ser persuadida por Lady Russel. É a partir daqui que se desencadeia uma história na nobre e diplomata sociedade Inglesa do século XIX onde é muito fácil voltar atrás no tempo e aterrar numa sociedade onde o nascimento era, muitas vezes, mais valorizado do que a própria pessoa.


Uma das coisas que valorizo bastante quando leio clássicos é poder ver a própria mentalidade da época através deles, pois geralmente passam-se na época do autor. Gosto bastante do século XIX - e principalmente da nobreza, com as suas regras de etiqueta e o seu grande orgulho, que é ainda maior na família Elliot - e por isso mesmo gostei bastante de o ver bem representado, como aliás já estava à espera.


Gostei de ler a história, mas o início não me agarrou totalmente, ao passo que adorei o final, pela imprevisibilidade de algumas personagens e pelo final em si (quem não o adorou?).


Esqueci-me de dizer porque este livro me chamou a atenção. O título, Persuasão, não vos chama também? Como a capacidade de persuadir alguém é muito poderosa... Como às vezes é mau sermos persuadidos a fazer algo... Sim, Jane Austen soube dar um título que se adequa completamente a esta história, que por sinal, sem persuasão, não existiria ;) ...


Classificação: 7/10 (esta nota foi difícil de dar, é quase um 8, mas...) - Bom

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

A Sombra do Vento, de Carlos Ruiz Zafón

Sinopse: A Sombra do Vento é um mistério literário passado na Barcelona da primeira metade do século XX, desde os últimos esplendores do Modernismo até às trevas do pós-guerra. Um inesquecível relato sobre os segredos do coração e os feitiços dos livros num crescendo de suspense que se mantém até à última página.

Opinião: Gostei bastante de ler este livro! A história é fantástica, viciante, surpreendente, imprevisível. Agarra desde a primeira até à última página, sempre deixando o leitor na expectativa, tal como um bom livro deve ser.

A história começa com a visita de Daniel ao Cemitério dos Livros Esquecidos, onde ele é como que chamado por um livro. Este livro esconde, como todos os livros, uma história por detrás, a história do seu autor. Mas este livro esconde uma história ainda mais surpreendente, um verdadeiro mistério que vai se vai descobrindo ao longo do livro.

Uma livro que aconselho a todos, aos amantes da leitura ou não, pois este livro, em especial, mostra o quanto um livro pode mudar a vida de uma pessoa.

Classificação: 8/10 - Muito Bom