Mais informações, aqui.
sexta-feira, 18 de junho de 2010
José Saramago, Prémio Nobel da Literatura, morreu hoje aos 87 anos de idade
Mais informações, aqui.
quinta-feira, 10 de junho de 2010
Aniversário!
É com o maior dos prazeres que vos anuncio e comunico um ano de existência de Cozinha das Letras! É verdade queridos leitores, o tempo é algo mágico e encantador, porém traiçoeiro e indesejável.
Um ano de Cozinha, Um ano de Letras!
Queremos sobretudo agradeçer a vossa gentileza e amabilidade por disporem do vosso precioso tempo com as nossas críticas, comentário e crónicas, pois sem voces esta realidade não seria possível. Como autora deste pequeno texto de agradecimento festivo (Papillon) o meu muitíssimo obrigada, às minhas eternas companheiras Jacqueline e Juliet!
Que muitos aniversários se sucedam recheados de alegria e novidades!
Feliz Aniversário Cozinha das Letras e respectivas Cozinheiras!
sábado, 5 de junho de 2010
Harém, Dora Levy Mossanen
Sinopse: História, fantasia e exotismo na Pérsia do séc. XIV. Um fabuloso conto das 1001 noites, onde os laços que unem mães e filhas se cruzam com importantes acontecimentos históricos e luxuriosas imagens de desinibida sensualidade. Tendo o Bairro Judeu da Velha Pérsia como ponto de partida, Dora Levy Mossanen faz-nos embarcar numa viagem sedutora ao mundo fascinante dos xás, adivinhos, eunucos e sultanas. Harém segue três gerações de mulheres determinadas e astutas: Rebekah - uma rapariga pobre casada com Jacob, o Sem Pai, o ferreiro grosseiro - a quem o casamento desastroso deixa uma marca entre os seios; Pó de Ouro, a filha querida de Rebekah, que entra no mundo opulento e perigoso do harém e cativa o Xá com os seus ossos cantores; e a filha de Pó de Ouro, a reverenciada e temida princesa albina Corvo, que um dia governará o Império. Rico em imagens, Harém descreve com vivacidade os bazares exóticos, as ruelas perigosas da cidade, e os aposentos do palácio, repletos de conspirações e traições - assim como de amor e redenção. Romance de textura intrincada habilmente trabalhado, Harém representa o começo de uma carreira literária notável.
A minha opinião: Como já devem ter reparado, gosto muito de ler livros cuja acção se desenrola no Oriente. Desta forma, o tema não me podia agradar mais, pois tinha mais do que um aroma oriental.
No que diz respeito às personagens, penso que foram bem conseguidas. Foi bastante interessante poder acompanhar três gerações de uma família: avó, mãe e filha e assim reconhecer características herdadas, mas ao mesmo tempo ver como eram tão diferentes. Isto sem mencionar o facto de poder ver como a determinação e astúcia da avó conseguiram colocar as gerações seguintes no clima ostentoso do palácio, tornando a filha a favorita do Xá e a neta a princesa da Pérsia, quando o que as esperava era uma casa decadente no bairro judeu, à semelhança dos seus antepassados.
Outro aspecto a apontar são as descrições. Talvez por ser uma realidade algo próximo à autora - afinal ela tem ascendência de Israel - esta conseguiu perfeitamente fazer o contraste entre o ambiente do harém/palácio e as pobres ruelas do bairro judeu. Nesse aspecto fui completamente transportada para a Pérsia do século XIV.
Quando à narrativa, é interessante. Não sendo uma leitura propriamente leve, dá-nos a possibilidade de acompanhar ambientes e acontecimentos diferentes e característicos, que conseguem prender o leitor.
Apesar de não conseguir apresentar em concreto aspectos negativos, afinal de contas, gostei das descrições, das personagens e da história, penso que de certa forma faltou algo. Enfim, talvez tenha esperado mais do que este livro podia dar. No entanto, dado que este é o romance de estreia da autora, não tenho dúvidas que o seu próximo livro deverá passar de interessante a muito bom.
Classificação: 7/10 - Bom
terça-feira, 25 de maio de 2010
Rasgos de Inspiração, de Papillon
Decidi não colocar esta pequena crónica, se assim a poder designar, com uma determinada etiqueta, fiquem-se apenas por um rasgo de inspiração.
A imprensa registou, na época do Renascimento, um grande progresso.
Em 1440, Johan Gutenberg , desenvolveu a tecnologia da prensa móvel, recorrendo à invenção/criação de tipos móveis, uma técnica já existente na China, que consistia na existência de pequenos blocos de chumbo onde eram gravados caracteres em relevo individuais.
Graças ao desenvolvimento desta técnica toda a Europa Renascentista, assim como outras regiões, pôde usufruir de impressões mais rápidas, mais fáceis e sobretudo mais económicas (apenas reservada a grupos sociais com algumas riquezas).
Pensem meus queridos leitores, o que seria de nós sem livros? O que seria o Mundo sem livros? Como poderíamos, espalhar a palavra e converter multidões sem livros?
Imaginem o quão vazios e tristes seriamos nós.
Porém Papillon pensa os Antigos eram felizes, muitos deles sem livros e sem filosofias. Porque seria?
Provavelmente porque nunca estiveram em contacto com tal Universo, que nos proporciona horas de prazer e de imaginação. Seriam eles realmente felizes? Se desconhecesse-mos o Universo Literário que actualmente nos rodeia seriamos realmente felizes? Não sentiríamos a falta de algo que nos preenchesse as horas e adocicasse a nossa vida? Provavelmente não, pois desconheceríamos essa realidade.
E aqueles que nunca pegaram num livro e o examinaram com olhos de leitor ávido? E aqueles que apenas consideram os livros um excelente tipo de decoração? Vivem muitíssimo bem sem a sua companhia, se lhes roubassem a literatura e o Mundo que ela engloba, seria para eles apenas uma insignificância.
Caríssimos leitores, ofereci-vos um pouco de texto inexperiente na esperança de resposta.
Como seriam as nossas vidas, sem o toque doce e suave da leitura?
Como poderíamos desfrutar das horas de descanso sem um soberbo e apetitoso livro?
Teria-mos necessidade de criar algo que possibilitasse a sua inclusão nas nossas vidas?
Ou o avanço tecnológico iria cobrir a falta dessa realidade?
Muitíssimo Obrigada, queridos leitores, pela vossa disposição.
Excelentes leituras!
domingo, 23 de maio de 2010
As Memórias de Cleópatra, de Margaret George - Volume III
A Minha Opinião: Cleópatra. Um nome imponente, não acham? E não é por acaso que é Cleópatra VII a mais célebre de todas as Cleópatras.
Após ler a última parte da sua vida contada numa versão dela - e não histórias deturpadas por simpatizantes de César Augusto - a admiração que sentia pela sua coragem, a sua astuta maneira de governar tiveram ainda mais valor ao conhecer as escolhas que teve que fazer como mãe, esposa, mulher. E por isso, os meus parabéns à autora. Os quatro anos em que andou a pesquisar sobre esta personagem resultaram numa excelente obra, que foi um relato bastante fiel - é claro, que dentro do possível - do que Cleópatra escreveria se sentisse a necessidade de relatar o que fora a sua vida.
Sendo este um livro único , mas dividido em três volumes, as minhas impressões ao longo do livro foram na maioria escritas nas opiniões anteriores. No entanto, neste terceiro volume dei-me conta de um aspecto muito bom da escrita desta autora, que poderá ser uma das razões pelo sucesso dos seus romances históricos: o facto de descrever o quotidiano das personagens tão bem, o que aliado a uma informação bem documentada, proporcionam ao leitor uma viagem àquele tempo para conhecer desde o ínfimo pormenor da vida retratada à mentalidade da época, desde o quotidiano da mesma aos acontecimentos mais que documentados na história. Este livro é, portanto, um excelente meio para conhecer os mesmos, através de uma vida impressionante.
É por isso que após a leitura das Memórias de Cleópatra - que, aproveito para dizer, tem um título que se ajusta perfeitamente ao que acabei de ler, pois parece mesmo que era Cleópatra a relatar as suas vivências e pensamentos - sinto que tive a oportunidade de ver e compreender em primeira mão muitos dos aspectos da vida de Cleópatra, o que me leva a afirmar que mais do que uma grande governante, ela era uma mulher muito avançada para o seu tempo.
Classificação: 8/10 - Muito Bom
Volume 1 (A Filha de Ísis)/ Volume 2 (O Signo de Afrodite) / Volume 3 (O Beijo da Serpente)
quinta-feira, 13 de maio de 2010
Meme de Hábitos de Leitura
Depois de ver uma entrada muito interessante da Estante de Livros, resolvi responder às perguntas que propuseram, à semelhança de muitos outros a blogs, sobre os meus hábitos de leitura.O que é que estás a ler actualmente?
Lês só um livro de cada vez, ou consegues ler mais que um ao mesmo tempo?
Tens um lugar/altura do dia preferido para ler?
Como é que organizas os teus livros?
domingo, 2 de maio de 2010
As Memórias de Cleópatra, de Margaret George - Volume II
Sinopse: Entre no reino mais esplendoroso da História. Conheça a rainha mais poderosa da Antiguidade. Viva a história mais fascinante de sempre. A autora do best-seller mundial A Paixão de Maria Madalena está de volta com o segundo volume de um convite irrecusável: a visita ao Antigo Egipto e à vida de Cleópatra, a rainha do Nilo. Escritas na primeira pessoa, As Memórias de Cleópatra começam com as suas recordações de infância e vão até ao seu glorioso reinado, quando o Egipto se torna num dos mais deslumbrantes reinos da Antiguidade. Mas, mais do que uma saga fascinante sobre ambição, traição e poder, As Memórias de Cleópatra são uma grande historia de amor.
Na riqueza e autenticidade das personagens, cenários e acção, As Memórias de Cleópatra são um triunfo da ficção. Misturando história, lenda e a sua prodigiosa imaginação, Margaret George dá-nos a conhecer uma vida e uma heroína tão magníficas que viverão para sempre.
A minha opinião: Depois de um começo tão promissor, as expectativas para o segundo volume eram mais do que elevadas.
Nesta segunda parte, acompanhamos essencialmente o romance entre Marco António e Cleópatra, após o assassinato de César.
Como acontecera no volume anterior, muitos dos acontecimentos narrados eram já do meu conhecimento, sendo que às vezes é como se já tivesse lido o livro e o estivesse a reler para encontrar pormenores. No entanto, nem por um momento o livro se torna entediante. É mesmo muito interessante ver alguns pormenores, associando determinadas acções a futuras decisões no futuro.
Outro ponto forte desta segunda parte é o facto de tratar de um tema do meu interesse. Sem dúvida que estava muito curiosa para saber como Margaret George iria relatar a relação entre Cleópatra e Marco António, e não me desiludi. A autora consegue mesmo transmitir aquilo que a personagem (Cleópatra) sente, deixar-nos na expectativa, ainda que já saibamos o desfecho. Conseguiu, com sucesso, descrever este magnífico, polémico, maravilhoso romance, que inspirou muitas obras literárias, como a escrita por Shakespeare. Sem dúvida, uma história que merece ser lida.
Estou de tal modo entusiasmada que já fui requisitar o último livro, que pela parte da vida de Cleópatra relatada, me desperta muita curiosidade!
Classificação: 8/10 - Muito Bom
Volume 1 (A Filha de Ísis)/ Volume 2 (O Signo de Afrodite) / Volume 3 (O Beijo da Serpente)
