domingo, 11 de abril de 2010

A Minha Amiga Flicka, Mary O'Hara

Sinopse: Kenneth McLaughlin (Ken) é um pacato e sonhador rapaz de 10 anos que vive com a sua família num rancho do Wyoming. Após longos meses num colégio interno, Ken regressa a casa para as férias e reencontra as calmas e vastas paisagens que ele tanto adora e, sobretudo, os magníficos cavalos que a sua família cria e cuja liberdade ele tanto admira. O seu sonho é possuir um cavalo só seu, mas o pai, severo e autoritário, recusa-se a desperdiçar um dos seus valiosos animais - meio de sustentação da família - com um sonhador como o filho. Porém, com a intervenção da mãe, o pai acaba por concordar com a ideia e decide oferecer um dos cavalos do rancho a Ken, na expectativa de que isso lhe incuta algum sentido de responsabilidade. Ken, que nas suas deambulações pela pradaria já havia elegido a égua dos seus sonhos, não hesita e, para desespero do pai, escolhe Flicka, uma das crias mais selvagens e indomáveis de todo o rancho. E é justamente através da sua firme devoção a Flicka que Ken acaba por crescer interiormente, assumindo as responsabilidades próprias de um jovem adulto e conseguindo, no fim, ganhar a aceitação e o respeito do pai. Uma história admirável e intemporal que, muito mais do que uma mera história de cavalos, é um inspirador relato do crescimento de um jovem e da sua busca de auto-confiança. (Retirada de aqui.)

A Minha Opinião:
A Minha Amiga Flicka era um livro que eu já queria ler há bastante tempo, cujo título conheci não só pela obra literária, mas também pela série e adaptações cinematográficas. Curiosamente, enquanto lia este livro, o cenário, a história, aparecia tudo tão claro na minha mente como se de um filme se tratasse e pensei que seria um livro perfeito para adaptar ao grande ecrã.

Virado para um público juvenil, é no entanto, um livro que pode ser lido a qualquer idade e mesmo assim cativar o leitor. E pertence áqueles livros que, apesar de escrito em 1941, a sua história é ainda bastante actual.

Neste livro, é-nos dado a conhecer Ken, um rapaz de 10 anos, cujo pai é o dono do rancho. Apesar dos seus pais se encontrarem desiludidos com os seus resultados escolares, Ken quer concretizar o seu sonho e tudo o que lhes pede é um potro para si. Apesar de parecer simples, a história é muito mais do que isso. Somos perfeitamente transportados ao ambiente do rancho para ver o quão forte é a ligação entre Flicka e Ken, a forma como cada um escolheu o outro e como mudaram depois desse momento. Apesar de eu não pertencer de todo ao mundo dos cavalos, após a leitura deste livro, apercebi-me do quão forte é a relação entre o cavalo e o seu dono. Uma história lindíssima, com uma mensagem não menos brilhante.

Gostei bastante da escrita da autora, pois consegue contar-nos os acontecimentos e expressar os sentimentos de cada personagem de uma maneira à qual não se consegue ficar indiferente. Nota-se bem que a vida num rancho e os cavalos eram uma realidade muito próxima para a autora, pois consegue transportar- nos a esse mundo, mesmo aos que, como eu, pouco sabem sobre o assunto.


Classificação:
8/10 - Muito Bom

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Festa do Livro na Fnac 2010

Caríssimos leitores,

De 8 de Abril a 12 de Maio, na Festa do Livro da Fnac, existem mais do que descontos para poder adquirir livros a preços magníficos!

Para compras online, existem obras com 40% de desconto de autores como Carlos Ruiz Zafón, Murakami e García Marquez, autores esses aconselhadíssimos por nós. Além disso também se podem aproveitar descontos em livros como O Rio das Flores, de M. S. Tavares que figura na lista dos livros desta semana.

Uma excelente oportunidade para adquirir inúmeros livros!

Para mais informações, clique aqui.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

O Mistério da Atlândida, David Gibbins

Sinopse: Jack Howard, um arqueólogo com uma teoria especial sobre a localização da Ilha lendária, que já tantos tinham tentado localizar em vão, durante uma pesquisa submarina no Mediterrâneo tem a inacreditável sorte de encontrar um navio naufragado, onde abundam vestígios que remontam tão longe no passado como a quinze mil anos a.C. Entre a abundância dos tesouros resgatados encontra-se um maravilhoso disco de ouro delicadamente gravado com inscrições. Exaltado, Howard compreende que aquele disco misterioso pode ser exactamente a chave que lhe abrirá as portas da cidade perdida. Assim começa esta aventura que certamente fascinará o leitor tanto pelas descrições de uma civilização grandiosa e extraordinariamente avançada, como o empolgará pela inesperada intensidade da acção que desencadeia.

A minha opinião: Gostei muito do tema deste livro e parecia-me que ia ser bem explorado. No entanto, as minhas expectativas eram bem mais altas do que aquilo com que me fui deparar.

Misturando factos históricos com ficção, o autor apresenta-nos uma série de acontecimentos que remetem para o reino perdido da Atlântida. Gostei bastante da forma como entrelaçou os factos (que pude verificar na nota histórica) com os pormenores da descoberta da Atlântida (ficção). Sendo que foi bastante interessante conhecer alguns acontecimentos de há inúmeros séculos através da leitura deste livro.

No entanto, toda a acção que se desenrolou à volta da personagem principal e do seu caminho para descobrir o reino perdido, os problemas com que se deparou, foram bastante aborrecidos e quando dei por mim, já passava páginas, lendo na diagonal, apenas para perceber muito por alto o que acontecia. Isto, aliado ao uso de (na minha opinião) muitos termos técnicos em que eu já me sentia perdida e completamente desinteressada foram sem dúvida as razões pela qual não consegui desfrutar deste livro.

Infelizmente, apesar de até ter gostado dos pormenores arqueológicos para a descoberta e inclusivamente a Atlândida em si, todo o enredo à volta revelou-se muito aborrecido.

Classificação: 4/10 - Mau

terça-feira, 6 de abril de 2010

Novas Receitas

Caríssimos Leitores,
aproveitando estas tão aguardadas férias da Páscoa, tivemos finalmente disponibilidade e criatividade para dar ínicio a um conjunto de rúbricas literárias com um toque da Cozinha Das Letras. Aqui estão elas:

* Chefs, Cozinheiros e Aprendizes - Pessoas ou personalidades ligadas à Literatura ou ao mundo dos livros, contendo entrevistas ou biografias das mesmas, com vista à interacção dos nossos queridos leitores.

* Aromas e Especiarias do Oriente - Sugestões Culturais, desde eventos artísticos, como concertos, exposições, tudo o que tenha um aroma a Arte.

* Livro de Pantagruel - Onde poderão encontrar todas as receitas para uma vida literária recheada de sucesso, com informações relacionadas com a venda e lançamento de obras, feiras literárias, encontros e apresentação de autores e obras.

* Tertúlia Mimosa - Um local de partilha de conhecimentos, experiências e contactos Literários, onde vão constar Listas com autores e livros, onde os leitores poderão partilhar experiências com os mesmos de modo a deixar-nos sugestões futuras.

Através destas rúbricas, pertendemos dinamizar o nosso blog - Cozinha das Letras - proporcionando um espaço onde os nossos leitores possam obter informações não só sobre o Mundo Literário como também sobre o Mundo das Artes.

segunda-feira, 29 de março de 2010

A Guerra dos Tronos, George R. R. Martin

Sinopse: Quando Eddard Stark, lorde do castelo de Winterfell, recebe a visita do velho amigo, o rei Robert Baratheon, está longe de adivinhar que a sua vida, e a da sua família, está prestes a entrar numa espiral de tragédia, conspiração e morte. Durante a estadia, o rei convida Eddard a mudar-se para a corte e a assumir a prestigiada posição de Mão do Rei. Este aceita, mas apenas porque desconfia que o anterior detentor desse título foi envenenado pela própria rainha: uma cruel manipuladora do clã Lannister. Assim, perto do rei, Eddard tem esperança de o proteger da rainha. Mas ter os Lannister como inimigos é fatal: a ambição dessa família não tem limites e o rei corre um perigo muito maior do que Eddard temia! Sozinho na corte, Eddard também se apercebe que a sua vida nada vale. E até a sua família, longe no norte, pode estar em perigo.
Uma galeria de personagens brilhantes dá vida a esta saga. Entre eles estão o anão Tyrion, a ovelha negra do clã Lannister; John Snow, um bastardo de Eddard Stark que, ao ser rejeitado pela madrasta, decide juntar-se à Patrulha da Noite, uma legião encarregue de guardar uma imensa muralha de gelo a norte, para lá da qual cresce uma assustadora ameaça sobrenatural ao reino. E ainda a princesa Daenerys Targaryen, da dinastia que reinou antes de Robert Baratheon, que pretende ressuscitar os dragões do passado e, com eles, recuperar o trono, custe o que custar.

A minha opinião: Era impossível eu não gostar deste livro. Além de ser uma grande fã de fantasia, adoro histórias com bastante acção e variedade de personagens. E, apesar de todas as críticas que vi nos blogs que sigo e da opinião de pessoas que conheço, de todas elas serem mais que favoráveis, consegui ainda surpreender-me com a qualidade da história.

Passando a parte inicial de memorizar as personagens e respectivas descrições (infelizmente tendo a imaginar personagens muito diferentes fisicamente do que era suposto, principalmente neste género, mas sendo este o primeiro livro duma saga não dá muito jeito), gostei bastante do mundo criado por George R. R. Martin. Como disse anteriormente, as personagens são muito diferentes umas das outras e tem personalidades muito interessantes, destacando-se traços psicológicos, no mínimo, curiosos. Penso que vou surpreender-me com algumas personagens, como Catelyn, Arya, o anão Tyrion, John Snow e Eddard.

Visto que ainda só li metade do livro original, vou deixar o meu comentário completo quando acabar A Muralha de Gelo. No entanto, posso dizer, com toda a certeza, que esta vai ser uma série que vou acompanhar durante muito tempo e que não me desiludiu nem por um segundo, mesmo que as expectativas estivessem mais do que altas.

Foi excelente conhecer este mundo.

terça-feira, 16 de março de 2010

Caim, José Saramago

Sinopse: Pela fé, Abel ofereceu a Deus um sacrifício melhor do que o de Caim. Por causa da sua fé, Deus considerou-o seu amigo e aceitou com agrado as suas ofertas. E é pela fé que Abel, embora tenha morrido, ainda fala. (Hebreus, II, 4)


A minha opinião: Sem palavras. É difícil transmitir qualquer tipo de emoção. Apesar do livro estar rodeado delas.

A minha opinião? Extremamente difícil. Quer Caim, quer José Saramago, foram alvo de diversas críticas, especialmente da Igreja Católica,algo compreensível. O mesmo se sucedeu com o Evangelho Segundo Jesus Cristo.

Apesar de todos os comentários, Caim é um livro fantástico.
Um rasgo no céu. Uma luz no escuro. Um visão moderna, justa e sobretudo sem qualquer tipo de ilusões. Um perspectiva fora do comum, mas perfeitamente encaixada no quadro da normalidade.


Mil perdões, se vou contra qualquer tipo de ideia ou ideal, mas para mim Caim de José Saramago é a nova Bíblia.
Excelentes leituras!

Classificação: 9/10 - Excelente

sexta-feira, 12 de março de 2010

Por quem os sinos dobram, Ernest Hemingway

Sinopse: Neste livro de Hemingway, por muitos considerado a mais monumental, complexa e profundamente humana das suas obras, o leitor encontra não só um documentário imparcial de uma luta trágica que marcou um dos momentos de consciência do nosso tempo, mas, acima de tudo, quanto a Hemingway ao longo da sua obra tem sido mais caro: a piedade, o heroísmo, o amor das responsabilidades livremente assumidas e a sua paixão pela Espanha, de que tem sido um dos mais atentos intérpretes estrangeiros. Na sua linguagem simples e nua, não há situação difícil, sentimento delicado, assomo de coragem, caracterização típica, que não atinjam uma riqueza e uma compreensão humana das mais belas da literatura contemporânea. Moralista no mais alto sentido da palavra, artista consumado, repórter das mais subtis ou das mais violentas reacções humanas, Hemingway aqui patenteia essas qualidades que lhe mereceram a mais elevada consagração da literatura: o prémio Nobel.

A minha opinião: Já queria ler este livro há bastante tempo. No entanto, só arranjei a oportunidade quando me encontrei a pesquisar sobre a Guerra Civil Espanhola e lembrei-me que esta poderia ser uma boa leitura nessa semana.

Se por um lado, posso dizer que gostei do relato da guerra (afinal, sendo Hemingway um jornalista, isto devia ser fácil para ele), por outro, a escrita, seca, não me agarrou nada, ainda que este não fosse de todo um livro de leitura compulsiva.

Para o propósito, ler este livro revelou-se bastante bom, aprendi imensas coisas sobre esta época, gostei bastante das personagens e houve vários aspectos focados que achei muito interessantes. Ainda assim, senti que faltava alguma coisa na história, o que fez com que não pudesse desfrutar completamente deste clássico.

Por quem os sinos dobram, é sem dúvida um bom relato a ler, mas no que me diz respeito, desiludiu-me um pouco no resto.

Classificação: 7/10 - Bom