segunda-feira, 31 de agosto de 2009

O Filho das Sombras, de Juliet Marillier

Sinopse: As florestas de Sevenwaters lançaram o seu feitiço sobre Liadan, que, tal como a mãe, Sorcha, herdou, além do dom da Visão, o talento de curar e penetrar no mundo espiritual.Os espíritos da floresta avisaram Liadan de que deve permanecer, para sempre, em Sevenwaters, se quer que as ilhas sagradas sejam reconquistadas aos Bretões, que as tomaram à força.
A Irlanda está em guerra. Atacantes assolam as suas costas - e uma nova fé ameaça a velha, dividindo o seu povo. Neste cenário perigoo um homem é temido, acima de todos os outros: o Homem Pintado granjeou uma reputação terrível como mercenário feroz e astuto e, com um espantoso bando ataca aqui e ali com mão precisa, espalhando o terror por todo o lado e desaparecendo como por magia.
De regresso a casa, vinda de acompanhar a irmã, Lidan é capturada pelo Homem Pintado. Este revela ser um homem nada parecido com a lenda. Liadan sente-se atraída por ele, apesar da antiga profecia de maldição, mas poderá ela viver a sua vida e desdafiar os espíritos, ou uma maldição cairá sobre Sevenwaters devido ao seu amor proibido?

A minha opinião:
Juliet Marillier é, sem sombra de dúvida, uma escritora excepcional. Ainda não acabei de ler o terceiro livro, mas tenho a certeza que esta triologia vai ser uma das minhas preferidas. Eu adorei o primeiro livro, mas este não ficou muito atrás.

Identifiquei-me imenso com a personagem principal, Liadan. Eu já me tinha perguntado o que aconteceria se não respeitasse as regras do outro mundo, mas Marillier tem um dom para inventar uma história tão rica onde isso aconteça de uma maneira tão forte.

Liadan é a filha da personagem principal do primeiro livro, Sorcha. Através do seu maravilhoso romance com o Homem Pintado, somos surpreendidos com cada escolha que toma, com a sua maneira de ser. Mas esta não é um romance qualquer, é um romance forte, que nos prende até à última página.
A meu ver, bastante diferente do primeiro. Liadan tem poderes muito mais fortes que Sorcha e é muito diferente da mãe, e desafia as ordens das Criaturas Encantadas o que faz com que a história seja um pouco mais imprevisível e tenha mais acção.

Não me emocionei tanto como no primeiro livro, mas a nível de personagens, talvez este o tenha superado. O Homem Pintado é simplesmente fantástico. Adorei a história que Juliet escreveu para ele. Ela consegue juntar cada pormenor e deixa-nos sempre na expectativa. Fantástico o rumo que cada personagem seguiu. Fantástica a persistência, a teimosia, a autonomia de Liadan. Aconselhadíssimo.

Classificação: 9/10

[Edit: Acabei de ver a crítica do Tiago do blog Lydo e Opinado e lembrei-me que tive a mesma dúvida. Para aqueles que leram, quem acham que é O Filho das Sombras? Eu penso que é o Bran, mas às vezes pensei que era Ciarán...]

domingo, 30 de agosto de 2009

A Filha da Floresta, Juliet Marillier

Sinopse: Passada no crepúsculo celta da velha Irlanda, quando o mito era Lei e a magia uma força da Natureza, esta é a história de Sorcha, a sétima filha de um sétimo filho, o soturno Lorde Colum, e dos seus seis amados irmãos. O domínio de Sevenwaters é um lugar remoto, estranho, guardado e preservado por homens silenciosos e Criaturas Encantadas que deslizam pelos bosques vestidos de cinzento e mantêm armas afiadas. Os invasores de fora da floresta, os salteadores do outro lado do mar, os Bretões e os Viquingues, estão todos decididos a destruir o idílico paraíso. Mas o mais urgente para os guardiões é destruir o traidor que se introduziu dentro do domínio: Lady Oonagh, uma feiticeira, bela como o dia, mas com um coração negro como a noite. Oonagh conquista Lorde Colum com os seus sedutores estratagemas,; mas não consegue encantar a prudente Sorcha. Frustrada por não conseguir destruir a família, Oonagh aprisiona os irmãos num feitiço que só Sorcha pode quebrar. Se falhar, continuarão encantados e morrerão! Então os salteadores chegam e Sorcha é capturada, quando está apenas a meio da sua tarefa... Em breve vai ver-se dividida entre o seu dever, que lhe impõe que quebre o encantamento, e um amor cada vez mais forte, proibido, pelo senhor da guerra que a capturou.

A minha opinião: É me um pouco difícil descrever um livro que gostei tanto. Da escritora, tinha lido as Danças na Floresta e O Segredo de Cibele, e gostei, mas este simplesmente maravilhou-me.

A Filha na Floresta apresenta-nos personagens muito diversificadas, o que é uma mais-valia. No entanto, Sorcha é simplesmente fantástica. Os leitores, que acompanham a sua adolescência, sentem com ela todo o sofrimento, os seus dilemas, a sua tristeza para completar a tarefa. Como a história é contada na primeira pessoa, Juliet consegue que o leitor se ponha na pele da personagem, sofra, chore com ela e tenha os seus dilemas. Senti um turbilhão de emoções enquanto o lia, e isso só me acontece quando um livro realmente mexe comigo. Penso que aqueles que o leram também não se sentirão indiferentes a ela.

Juliet Marillier escreve essencialmente fantasia, mas mesmo assim, sinto que escreve livros em que cada vez que os lemos podemos retirar um pensamento, uma lição diferente. Este livro não foge à regra, com uma grande profundidade, podemos também retirar montes de coisas dele.

De referir que é incrível como Marillier consegue juntar todos os pormenores da história, dando à história tanta riqueza, em que todos os pormenores contam e que produzem um excelente final.
Este livro é simplesmente fabuloso. A história é lindíssima e prende sem dúvida o leitor. Um livro forte, profundo, maravilhoso. A par de Mulherzinhas, um dos livros que me marcou este ano. Não posso deixar de aconselhar.

Classificação: 10/10 (eu sei, eu sei que já é o segundo, mas eu sou assim...)

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Livros proibidos na VISÃO

Caros leitores, quando num dia de intenso calor, comprei a revista Visão, deparei-me com um conjunto fantástico de seis livros. O que têm estes de especial? São todos eles obras-primas indiscutíveis. São seis livros polémicos, revolucionários, provocadores, subversivos, imorais e muitas coisas mais. Escritos em três séculos diferentes por gente que foi perseguida, censurada e criticada.





Autor (a): Marayat Rollet Andrianne
Pseudónimo: Emmanuelle Arsan
Título: Emmanuelle
Colecção: Livros Proibidos da Visão
1º livro- Pseudónimo de Marayat Rollet Andriane, Emmanuelle Arsan nasceu em Banguecoque, em 1932, e escandalizou a França, no final dos anos 50. A sua heroína é conhecida em todo o mundo e é ela que estreará esta colecção. Emmanuelle, personagem que o cinema atiraria para o estrelato, conta as aventuras de uma mulher que vive a sexualidade sem tabus ou limites.




Autor (a): John Cleland
Título: Fanny Hill
Colecção: Livros Proibidos da Visão
2º livro- Uma semana depois, chega Fanny Hill. Esta é a história do século XVIII, de uma ambiciosa londrina, mestre em todas as formas de amar. Mas pior que revelar as suas inconfessáveis aventuras, foi o autor ter cometido o pecado de acabar a história com o casamento da sua heroína, que "viveu feliz para sempre" à semelhança de qualquer dama burguesa. O atrevimento trouxe a John Cleland um galardão que nunca mais perderá: o de ser o primeiro autor com um romance proibido nos Estados Unidos.

Autor (a): Pauline Reage
Título: A história de O
Colecção: Livros Proibidos da Visão
3º livro- História de O, editada em França, em 1954, escandalizou e marcou a sociedade ocidental da época. Conta as aventuras de uma fotógrafa de moda que vive um quotidiano de escravidão sexual por opção própria, um pretexto para Pauline Reage falar da sexualidade feminina.




Autor (a): Marquis de Sade (Marquês de Sade)
Título: Justine
Colecção: Livros Proibidos da Visão


4º livro- Na quarta semana, regresso aos séculos XVIII/XIX, mas agora com a escrita masculina de Sade. Justine é o nome da protagonista de todas as histórias vividas e sonhadas pelo o marquês - e reza a História que de vistuosas nada tinham. Um livro que lhe custou a prisão, por ordem de Napoleão Bonaparte.





Autor (a): Anais Nin
Título:
Delta de Vénus
Colecção: Livros Proibidos da Visão

5º livro- Anais Nin morreu em 1977. O escândalo que os seus livros provocaram mostra bem que o tempo passa, mas os costumes nem tanto. Os Diários Íntimos, onde conta os seus amores com algumas celebridades de então, como aconteceu com Henry Miller, e com a mulher do escritor, June, consagraram-na definitivamente. Mas é em Delta de Vénus, obra fantástica, que encontramos os melhores retratos de vida "louca" dos anos quarenta. Retratos escandalosamente picantes, com a suave assinatura de uma mulher extremamente sensual.




Autor (a): Wilhelmine Schroeder-Devrient
Título: Memórias de uma cantora Alemã
Colecção: Livros Proibidos
6º livro- E é com outra melhor, e de novo no século XIX, que é encerrada esta série de Livros Proíbidos. A autoria de Memórias de uma cantora Alemã foi segredo durante anos (como podem ver pela capa, o nome do autor aparece como anónimo), mas acabou por ser desvendado. Trata-se de uma autobiografia de aventuras amorosas, da cantora lírica Wilhelmine Schroeder-Devrient, contadas através de cartas dirigidas a um dos mais conceituados médicos de então.

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Uma colecção a não perder, para os dias quentes de Verão, e que podem adquirir com a Visão. São seis verdadeiras obras-primas. Mas que não fiquem dúvidas nem equívocos entre os leitores mais sensíveis: esta é uma colecção de livros eróticos.

Boas leituras!


sábado, 22 de agosto de 2009

Ciclo Terramar, Ursula K. Le Guin

Vi esta autora já não sei bem onde, e como me chamou a atenção, aproveitei e li os que ela tem publicados na colecção Estrela do Mar:



Sinopse: ( O Feiticeiro e a Sombra) Numa terra longínqua chamada Terramar vive o maior de todos os arquimagos. O seu nome é Gued, mas há muito tempo atrás, ele era um jovem chamado Gavião, um ser estranho, irrequieto e sedento de poder e sabedoria, que se tornou aprendiz de feiticeiro. Neste livro conta-se a história da sua iniciação no mundo da magia e dos desafios que teve que superar depois de ter profanado antigos segredos e libertado uma negra e pérfida sombra sobre o mundo. Aprendeu a usar as palavras que libertavam poder mágico, domou um dragão de tempos imemoriais e teve que atravessar perigos de morte para manter o equilíbrio de Terramar. No meio de um suspense quase insustentável, de encontros místicos, de amizades inquebrantáveis, de sábios poderosos e de forças tenebrosas do reino das trevas e da morte, Gued não pode vacilar, qualquer fraqueza sua fará perigar o equilíbrio que sustenta o mundo… e a sombra maléfica que ele libertou, gélida e silenciosa, só está à espera desse momento para devastar, com as suas asas negras, o mundo inteiro. O Ciclo de Terramar é uma admirável tetralogia, por muitos comparada a clássicos como «Narnia» de C.S. Lewis ou «O Senhor dos Anéis» de J.R.R. Tolkien. Esta magnífica saga, que se tornou numa obra de referência no vastíssimo percurso literário desta escritora norte-americana, tem início com «O Feiticeiro e a Sombra». O universo de Terramar, simultaneamente tão semelhante e diferente do nosso, é, sem dúvida, uma das maiores criações da literatura fantástica, e o poder misterioso e mágico que emana da narrativa, a sensibilidade que ilumina os momentos de profunda sabedoria, a intensidade das personagens, o estilo elegante e cristalino conquistam-nos de imediato e rapidamente nos arrebata para os meandros dos seus reinos imaginários.

A minha opinião:
Esta foi uma das surpresas desta colecção. Não achei o livro nada infantil, até bastante juvenil. Quando os comecei a ler, achei que tinham alguns dos ingredientes de Eragon, (os nomes verdadeiros das pessoas, que até agora pensava que era invenção de Paolini, ignorância minha) e d' O Círculo da Magia de Debra Doyle e James MacDonald. Ursula K Le Guin, tem de facto um dom para histórias de fantasia. O mundo criado por ela é de facto impressionante. Não me admiro que tenha escrito desde 1968 (ano da publicação d' O Feiticeiro e a Sombra) até 2001 histórias sobre este ciclo. Uma coisa que reparei é que lendo-os de seguida poderia cansar, mas não, a história e bastante cativante, pelo que não tive quaisquer problemas em lê-la de seguida. Na realidade tenho pena que não tenham traduzido o que ela publicou em 2001... Os primeiros 3 livros falam do Feito de Gued. A sua ascenção desde um pastor até ao Arquimago de Terramar. No entanto, cada livro fala de um episódio diferente da sua vida. Não posso falar muito mais, se não entraria em spoilers... Para aqueles que gostam do fantástico, esta é um bom ciclo para ler. Vou ficar de olho nesta escritora. Um ciclo aconselhado. Deixo aqui uma passagem constante nos livros: «Só no silêncio a palavra, só na escuridão a luz, só na morte a vida: nítido o voo do falcão no céu vazio.» (Depois de ler o livro tem ainda mais significado...)

Classificação: 8/10 (apenas do ciclo, não individual) - Muito Bom

Leitura Conjunta - Morte no Nilo

À semelhança do que aconteceu com Drácula, devo também participar na próxima Leitura conjunta do Fórum Estante dos Livros. A escolha para a 5ª leitura conjunta foi Morte no Nilo, de Agatha Christie.

Estas experiências são muito enriquecedoras. Além de podermos trocar impressões com outras pessoas sobre o livro que estamos a ler (em que ainda temos tudo fresco), também permite-nos ter uma opinião mais clara sobre o livro que estamos a ler.

É a segunda em que vou participar e aconselho a todos! Para o fazerem, visitem o fórum e inscrevam-se!

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

O Nascimento de Vénus, de Sarah Dunant

Sinopse: Desnudo o corpo da irmã Lucrezia, as freiras observam a estranha tatuagem em forma de serpente que percorre o seu ventre. Lucrezia um dia fora conhecida por Alessandra. Jovem e inteligente, ela vivera o esplendor e luxo dos Médicis em pleno Renascimento. Como fora ela parar àquele convento? O que significaria aquela tatuagem no seu corpo? De que morrera, afinal? O Nascimento de Vénus é um envolvente romance de mistério e paixão no século XV, a retratar a detalhe e minúcia a arte, a riqueza e a podridão de Florença.


A minha opinião: É um livro fascinante, em que o mistério nunca acaba.

Alessandra é uma jovem italiana, em pleno Renascimento, que nutre um prazer incrível pela pintura. Ela tem o toque, a sensibilidade e a cultura de um artista, mas algo a impede de ser livre e de se dedicar inteiramente à sua paixão. Ser mulher. Com a chegada de um misterioso pintor, a sua casa, Alessandra atravessa a barreira do proíbido, e envolve-se numa frenética paixão.

Porém, as suas obrigações como futura e boa esposa continuam, acabando Alessandra por ter o mesmo destino que todas as mulheres. O casamento. Como acaba, Alessandra, a sua vida num convento? Qual será o significado da estranha tatuagem que lhe envolve o corpo? Isso terão vocês que descobrir. Com um final emocionante, esta é uma apaixonante aventura, recheada de mistérios e sedução que nos envolve, desde o início até ao fim.

Classificação: 8/10 - Muito Bom

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

O Monte dos Vendavais, Emily Brontë

Sinopse: O seu único romance, Wuthering Heights ( O Monte dos vendavais), publicado um ano antes da sua morte em 1848, com trinta anos de idade, permanece talve como a obra original mais intensa de língua inglesa. Nele relata Emily Brontë a saga da paixão desmedida entre Catherine Earnshaw e o rebelde Heathcliff, fazendo-o com tal verdade, imaginação e intensidade emocional, que uma simples historieta passada nos brejos de Yorkshire adquire a profundidade e a simplicidade da tragédia.

A minha opinião: Este é um clássico diferente. Esta obra destacou-se das outras por uma única razão. Esta história não é simplesmente uma história de amor não correspondido, de pais que proíbem as filhas de se casar com aqueles que amam etc. ect. O monte dos vendavais explora a própria natureza humana, e não apenas o seu lado bom. Um excelente enredo, com um leque diversificado de personagens, afectadas pelos malévolos planos de Heathcliff, uma personagem que eu achei muito bem conseguida, pois apesar de se mostrar como um demónio, é na verdade muito inteligente. Uma personagem que permitiu ao máximo a Emily Brontë explorar o lado obscuro da personalidade humana, sem a tornar demasiado irreal.

A história é nos contada por Nelly, a governanta do Monte dos Vendavais e da Granja dos Tordos, que é alugada pelo recém-chegado, Mr Lockwood. Para mim, ele foi como que a personificação dos leitores, pois “aterra” ali desconhecendo a obscura história do local e de quem o habita, mas com uma enorme curiosidade para a saber. Penso que escolher a governanta foi uma excelente escolha da parte de Emily Brontë para nos contar a história, pois apesar de não ser a personagem principal, tinha uma boa relação com todas elas, incluindo Heathcliff, e uma maneira de contar a história de que eu gostei bastante.

Tudo começa quando Mr.Earnshaw acolhe na sua casa um rapaz que encontrou em Liverpool. Este rapaz, Heathcliff, acaba por apaixonar-se por Catherine, a filha de Mr. Earnshaw. Mas esta não é simplesmente a história deles. É também a história daqueles que, de alguma forma, viram a sua vida mudada por causa da acção de Mr. Earnshaw, e muitos foram aqueles que sofreram pela mesma.

Este livro tem também uma particularidade muito interessante, que é o facto de transpor gerações. São retratadas três, a de Mr.Earnshaw, a da filha, Catherine Earnshaw e a da neta, Catherine Linton. Esta particularidade permite ao leitor ver o crescimento de cada personagem e perceber várias acções e características da mesma, além da influência que uma acção teve nas gerações futuras.

A minha edição era a original de Emily Brontë, no entanto incluía o prefácio da edição melhorada pela irmã, Charlotte Brontë. Esta edição melhorada consistia na correcção de erros de impressão da edição anterior, reorganização dos parágrafos, alteração da pontuação e às vezes do próprio texto. Pessoalmente, penso que se excedeu no último ponto. No que toca a pontuação e parágrafos, não achei, e apesar de não ser muito culta na área, que estivesse fora do normal, pois não foi uma leitura difícil nesse aspecto. No que tocou à escrita de Emily Brontë, gostei bastante, pois dava espaço para a imaginação ao mesmo tempo que descrevia bem os espaços.

Um excelente clássico da literatura, que aconselho vivamente a todos os que apreciam uma boa história.

Classificação: 9/10 - Excelente